Criciúma

O novo Coronavírus, tem gerando alerta na população. O vírus que causa infecções respiratórias, atingiu dezenas de países, com mais de 1.1 mil casos confirmados no Brasil. Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, a Unimed de Criciúma tem promovido e estimulado ações preventivas para enfrentar o Covid-19 e está preparada para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados da doença.

De acordo com o médico Saul Pereira Júnior, chefe do pronto-socorro das unidades de saúde, a Unimed conta com mais de 70 mil clientes e comanda duas unidades de pronto-socorro na cidade carbonífera. No Hospital Unimed e também no Hospital São João Batista. “Precisávamos nos adiantar para atender bem os nossos clientes. Recentemente construímos uma ala nova no Hospital Unimed, que seria para pacientes internados, no entanto, com tudo que tem ocorrido ‘abrimos’ um novo hospital, que funciona para trabalharmos de forma específica com pacientes com síndrome respiratória”, explica.

Ele conta que os casos de queixas respiratórias são encaminhados para a nova casa de saúde. “Aqui no hospital de campanha, os pacientes chagam com queixa respiratórias, mantém um afastamento entre si, para poder fazer o registro, quando entram no local todos já estão de máscaras. Os nossos funcionários usam os equipamentos de proteção individual, fazem a triagem desse paciente e o encaminham para a unidade adulta ou pediátrica. Sou responsável pela parte adulta. Nela o paciente passa por uma triagem, onde o médico verifica se é um caso suspeito de coronavírus, após isso, ele determina quais os exames devem ser realizados”, detalha o profissional.

Desde a última quarta-feira até à tarde desta segunda-feira, foram mais de 413 atendimentos adultos e 157 infantil. Foram 88 coletas e até esta tarde, nove positivas e 31 negativas para Covid-19. Dois pacientes internados no andar e dois na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo o profissional de medicina morrerá muitas pessoas se a situação continuar desta forma.  “Muitas pessoas na rua, profissionais da saúde com medo de tantos atendimentos, de se contaminar, mesmo usando todos os equipamentos de proteção individual, eles estão com medo. Não vou cansar de repetir, fiquem em casa e isolem os idosos. Isso não é uma brincadeira. Estamos enquanto profissionais da saúde abandonando as nossas casas e quem pode e deve ficar em casa com a sua família está pela rua praticando esporte, está pelo mercado andando. Só deixem as suas residências se for necessário, assim nosso trabalho será mais seguro e daremos conta do recado”, afirma.

Ele pontua que é necessário segurar está ‘onda’ e que neste período já presenciou um caso grave. “ É desesperador ver uma pessoa com toda saúde, nas suas mãos para decidir, se vai para o respirador ou não. Criciúma e Santa Catarina num todo estão com boas medidas, mas a situação pode piorar. Essa doença é como um navio, você faz tudo certo no paciente, ele vai melhorando, mas a doença não para quando você desliga o motor. Ela continua indo dentro do corpo por um longo caminho até estacionar, a infecção tem de estacionar antes do óbito ou perdemos. Fiquem em casa, por favor”, pede o profissional.