A construção de um centro de tratamento exclusivo para pacientes com o novo coronavírus (Covid-19) na capital paulista, considerada o epicentro da doença no País, segue em ritmo acelerado.

A construtech tubaronense Brasil ao Cubo (BR3) coordena a execução do projeto que será concluído em tempo recorde. Os primeiros 40 leitos serão entregues em 20 dias a partir do início da fabricação. Os demais até dia 30 de abril. No total serão 100 leitos que irão atender exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Seguindo a premissa da construção modular – que é entregar obras em caráter definitivo, porém quatro vezes mais rápido frente ao sistema tradicional de alvenaria – os 24 primeiros módulos, de um total de 70, já estão sendo acoplados no local escolhido.

O centro de tratamento é anexo ao Hospital Municipal M’Boi Mirim – Dr Moysés Deutsch, na zona sul de São Paulo, onde o Hospital Israelita Albert Einsten é responsável pela gestão. A área total tem 1.200 metros quadrados.

O diretor-presidente da Brasil ao Cubo, engenheiro Ricardo Mateus, conta que para garantir a celeridade em todo o processo de fabricação, as equipes foram divididas em frentes diferentes de trabalho. Além disso, uma construtech paranaense, a Tecverde, tem auxiliado com os painéis das paredes. “Temos reuniões diárias para afinar todo o processo. Sempre focados em ter uma entrega, de fato, assertiva naquilo que foi prometido em relação aos prazos”, explica.

Segundo ele, enquanto uma parte da equipe da BR3 preparava a infraestrutura (radier) para receber os módulos na capital paulista, outra se empenha na construção das estruturas no parque fabril da empresa em Tubarão. Os chassis estruturais feitos em aço recebem paredes, teto, pisos, instalações elétricas, hidráulicas e tubulações de ar comprimido. Depois de prontos são transportados em carretas até São Paulo, a mais de 800 km da fábrica.

Graças ao inovador sistema criado pela Brasil ao Cubo, o Plug and Play, os módulos se encaixam perfeitamente entre si formando o prédio onde irá funcionar o hospital.

Com a chancela da Endeavor, organização global sem fins lucrativos de apoio e fomento ao empreendedorismo, dia após dia a Brasil ao Cubo tem se firmado como referência absoluta em construção modular no País. Tanto que foi buscada pela Ambev e pela Gerdau, idealizadoras da iniciativa, para execução do projeto.

O investimento é de R$ 10 milhões e será custeado pela gigante da construção de bebidas e pela maior fabricante brasileira de aço que, inclusive, forneceu a matéria-prima. A gestão do centro de tratamento ficará a cargo do Hospital Israelita Albert Einsten que irá deslocar 200 profissionais multidisciplinares para atender 24h na nova unidade. Depois da pandemia, o centro de tratamento será doado à Prefeitura de São Paulo e irá integrar a rede municipal.

“Estamos mostrando para o Brasil que conseguimos fazer obras tecnológicas em curto prazo, batendo recordes. Parafraseando o ilustre e saudoso Ayrton Senna que disse que ‘na adversidade uns desistem, enquanto outros batem recordes’. Então estamos aqui para bater recordes, melhorar e desenvolver a engenharia no Brasil”, concluiu o diretor-presidente.

Para evitar o contágio pelo novo coronavírus, a BR3 tem monitorado de forma muito rigorosa os colaboradores antes de cada turno de trabalho na fábrica e também na obra. Além de serem orientados sobre a prevenção da Covid-19 por profissionais da área de saúde contratados, os funcionários passam por triagem e têm a temperatura aferida, recebem luvas, máscaras e também álcool em gel.