O tema da coletiva de imprensa do Governo de Santa Catarina na manhã deste sábado (28), foi a preocupação em relação ao já esperado aumento de pessoas contaminadas pelo COVID-10.

Conforme o Secretário de Saúde, Helton Zeferino, a projeção é feita a partir da experiência vivida por outros países em todo o mundo. Os números já começaram a aumentar e as próximas duas semanas são preocupantes. 

“Entre quinta e sexta-feira teve um aumento de 12% no número de casos confirmados no Estado: de 163 passou para 184 em menos de 24 horas”

Diante da crise financeira que o Estado passa, junto à crise na saúde, o Governador Moisés tenta retomar as atividades econômicas gradativamente para tentar trazer um equilíbrio social, levando em consideração as estatísticas sobre o aumento de casos durante a pandemia em todo o mundo.

‘Com ou sem isolamento social o número de casos vai aumentar em Santa Catarina”, afirma Governador Moisés. “Por isso iremos avaliar a partir de segunda-feira o comportamento da sociedade para saber até onde podemos ir. Mas isso vai depender muito de cada um fazer a sua parte”, reitera.

O Governador se referiu à reabertura de bancos e casas lotéricas na próxima semana. “Iremos repassar as medidas de contenção ao vírus e pedimos que a população vá até estes locais em estrema necessidade”.

Moisés também disse que irá avaliar diariamente o comportamento dos catarinenses e se no entendimento do Governo o resultado não for satisfatório voltaremos ao isolamento social como no início, tudo fechado.

‘Vivemos uma pré-crise, a crise será a partir de agora, mas reforço a fala de que todos precisam fazer a sua parte ficando em casa o máximo de tempo que puder”.

PROBLEMA É A LOGÍSTICA

Agora a prioridade do Governo  é ampliar o número de leitos de UTI e a proteção aos trabalhadores da saúde. O problema é a insegurança logística na entrega dos equipamentos adquiridos e dos prometidos pelo Governo Federal. Nesta semana o Ministério da Saúde informou que vai liberar mais de 3 mil leitos de UTI para os estados brasileiros. 

Santa Catarina estima a preparação de 700 leitos de UTI para o enfrentamento do combate ao COVID-19. Projeções otimistas apontam uma demanda de 7 mil leitos nas próximas semanas.

Conforme Moisés, destes 3 mil leitos destinados aos municípios, apenas 20 são para Santa Catarina. O Governo agora tenta buscar alternativas no setor privado,  até de empresas internacionais para atender a demanda que, segundo o Governador, vai aumentar.

“Estamos percebendo uma incapacidade logística da entrega dos equipamentos. Hoje não temos certeza de que eles serão entregues. Esse problema está acima do nosso controle, porque diz respeito à entrega de outros países, como chegam ao Brasil, e a distribuição. Isso nos faz reavaliar os nossos cronogramas de montagem de UTIs, à medida em que não temos garantias das entregas dos produtos. As próprias medidas de convívio seguro com o vírus precisam ser organizadas conforme a capacidade de resposta do estado. Nenhum ato de governo pode ser imprudente”, ressaltou Carlos Moisés.

 “Quanto aos leitos estamos numa verdadeira batalha junto aos fornecedores. Temos um mercado que não estava preparado para isso. Precisamos de responsabilidade para oferecer à população catarinense o que é necessário para o enfrentamento”, frisou Helton Zeferino.