Imbituba/ Imaruí

A travessia de balsa, que é oferecida diariamente, entre os municípios de Imbituba e Imaruí, foi motivo de reclamação por parte dos moradores neste domingo. Isso porque, o serviço precisou ser interrompido por falta de funcionários. A Marinha determina que a passagem pelo Rio D’una seja feita com, no mínimo, dois profissionais habilitados.

 
Nos últimos tempos a prefeitura de Imaruí não tem conseguido atingir o número mínimo de trabalhadores na condução da balsa. Situação que ocorreu no último fim de semana. Como apenas um dos funcionários apareceu para o trabalho, o serviço não pôde ser executado.
 

Como a balsa é de propriedade da prefeitura da cidade portuária, o chefe do executivo pediu explicações sobre o caso. “Estamos cumprindo a nossa parte, inclusive com funcionários habilitados pela carteira da marinha. O assunto precisa ser resolvido. Primeiro, para que as pessoas não corram qualquer risco e, segundo, para que os moradores tenham o direito de ir e vir”, informou o prefeito de Imbituba, Rosenvaldo da Silva Júnior.
 

Desde que a balsa começou a funcionar, há cerca de 50 anos, existe um acordo informal entre os dois municípios, para que o serviço seja oferecido à comunidade. Em dias alternados, funcionários de cada prefeitura se revezam na atividade.

 
Nesta segunda-feira (30), o prefeito Rosenvaldo Júnior e o vice-prefeito de Imaruí, Juaci do Amaral, estiveram reunidos para tratar do assunto. Amaral sugeriu ao chefe do executivo, o repasse de um valor para a manutenção do serviço. Em contrapartida, a prefeitura da cidade portuária assumiria, completamente, a administração dos funcionários da balsa.

 
“Fizemos uma proposta, onde nós passaríamos um valor determinado e Imbituba contrataria todos os funcionários da balsa. Agora, a prefeitura vai elaborar a minuta de um convênio, que passará pelo aval das duas câmaras de vereadores”, informou o vice-prefeito.

 
Na reunião, ficou acertado ainda que Imaruí vai manter o trabalho e que, esta semana, os balseiros serão chamados para uma conversa. Os funcionários serão orientados a não interromperem mais o serviço, pelos menos, até que a situação seja definida entre as duas prefeituras.