Tubarão

Em busca de minimizar os casos nas pessoas que mais podem sofrer com a presença do vírus da gripe, a Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, inicia a promoção de ações para a prevenção das complicações e contaminação da doença. A primeira começa durante este fim de semana, no estacionamento da Policlínica Central.

Durante o sábado, no mesmo horário especial que o comércio ficará aberto em razão da Páscoa – das 9 às 17 horas, a sede da policlínica promove a vacinação para os grupos prioritários da influenza e a vacina contra a febre amarela. Além de outras atividades da saúde, como tendas que disponibilizarão testes de HGT e aferição de pressão arterial para os tubaronenses.

Já no próximo dia 4, que será dia D do bairro de Oficinas, será distribuído para a população doses contra a febre amarela para a população e contra a influenza para todos os grupos prioritários. Será no pátio da Policlínica Central, das 8 até as 17 horas.

Para se vacinar contra a febre amarela, tem que ter de 9 meses a 59 anos, não ter alergia a ovo e nunca ter tomado a vacina. Para ambas vacinas, os pacientes deverão levar o cartão do SUS, um documento com foto e se possível a caderneta de vacinação.

A Campanha Nacional da Vacinação Contra a Influenza, um dos vírus mais temido pela população sulista, iniciou no último dia 10 para uma parte dos grupos prioritários. Assim, a parte que o Estado tem mais dificuldade de conseguir atingir a cobertura, que são as crianças menores de seis anos, gestantes e puérperas de até 45 dias. O grupo continua prioritário até o fim da campanha, mas a partir desta segunda-feira, os outros que fazem parte do completo grupo prioritário, também terão acesso a dose. São eles:
 
• Trabalhadores de saúde.
• Professores.
• Pessoas com mais de 60 anos ou mais.
• Adolescentes e jovens com idade entre 12 e 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e funcionários.
• Portadores de doenças crônicas (respiratórias, renais, cardíacas, hepáticas e neurológicas) e condições especiais (Diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).
• Povos indígenas.
E os Autistas, comunicantes imunodeprimidos e pessoas pós bariátrica não são inclusos nesses grupos. Os grupos não prioritários ainda não possuem data para distribuição da vacina.

 

Quem não pode tomar:

Quem possui histórico grave de alergia a ovo, somente receber dose em ambiente hospitalar. Para quem estiver com alguma doença febril, desde aguda até grave, é recomendado adiar a vacina para quando o quadro houver melhora do quadro.

A vacinação vai ocorrer durante o horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), e da Policlínica Central. E também, durante o mês em ações realizadas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

A vacina não possui o vírus vivo e não causam a doença! Elas possuem sim o vírus, porém inativos, fracionados e purificados. Totalmente segura e bem tolerada pela população.
 
Esquema vacinal:
 

As crianças de 6 meses à 8 anos de idade, receberão duas doses com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. E os maiores de 9 anos, adultos e idosos, receberão uma dose única. A influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas ou medicamentos.

As possíveis reações após tomar a vacina são: dor no local da injeção, febre, mal estar e mialgia. Que pode ocorrer primeiras seis a doze horas da vacina e pode persistir no máximo até dois dias.

Óbito por influenza ocorreu em março

Em janeiro, um homem de 52 anos, realizou a internação no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) para um procedimento cirúrgico. Durante a internação começou a apresentar sinais e sintomas que são característicos ao do vírus influenza. Com isso, foi coletado dentro do próprio hospital, amostras para saber a confirmação do seu estado clínico.

Foi constatado então a confirmação positiva para a doença, e o paciente começou a receber o tratamento, mas não resistiu e veio a falecer no dia 3 de março. O caso é averiguado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).

Segundo o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde Daisson Trevisol, o mais importante agora, é focar em se imunizar. “Houve sim uma morte confirmada, normalmente isso ocorre quando as pessoas são imunodeprimidas ou com algum tipo de doença crônica, mas agora o que as pessoas devem fazer é procurar se prevenir com a vacina”, destaca.

A vacina é a única capaz de manter um organismo o mais longe possível do vírus. A vacinação nas Unidades Básicas de Saúde e na Policlínica Central, de acordo com os critérios instituídos pelo Ministério da Saúde, que são as divisões da população em grupos de riscos. Assim, facilitando a proteção dos que mais podem vir a sofrer das complicações do vírus.

Os grupos prioritários são os únicos que podem receber a dose gratuita. Pessoas fora dos grupos e que querem se vacinar, podem ir atrás de clínicas particulares para ficarem imunizados e ficar atentos também aos mecanismos de prevenção.