#Pracegover Foto: O retrato de Anita Garibaldi. Na imagem ela está com o cabelo amarrado e de brincos

No domingo, 30, o Instituto Cultural Anita Garibaldi (CulturAnita) relembrou a memória da heroína Ana Maria de Jesus Ribeiro. Nascida há exatos 199 anos, na então Vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna, a jovem desde cedo mostrava que era diferente das demais meninas de seu tempo e a história provou isso.

Aos 18 anos de idade deixou sua terra natal para viver uma vida revolucionária ao lado do militar italiano Giuseppe Garibaldi. O casal lutou junto na Revolução Farroupilha, no Uruguai e principalmente pela reunificação da Itália. Foram diversas batalhas ao longo da vida e sempre mostrando anseio de guerrear. Mesmo quando grávida ou até com um filho nos braços, não se deixava abater e empunhava armas para defender seus ideais. Anita Garibaldi morreu em 4 de agosto de 1849, acometida de uma forte febre, prestar à dar a luz a um novo filho, que também não resistiu.

A memória e a trajetória da jovem Aninha (Anita, como dita o diminutivo de Ana, em italiano) são inspiradoras e por isso, este domingo também marca o início de uma contagem regressiva. A partir de hoje, faltam 365 dias para as comemorações do Bicentenário de Anita Garibaldi.

Iniciado há dois anos, o projeto prevê a realização de eventos em todas as cidades catarinense, gaúchas, uruguaias, italianas e de San Marino, que têm relação com a trajetória de Anita Garibaldi. Até 2021, a ideia é que sejam realizados eventos comemorando a memória da personagem histórica nascida em 1821.

A iniciativa decorre de um convênio internacional celebrado entre o Museu Renzi, de Borghi (Itália) e o Instituto Cultural Anita Garibaldi (CulturAnita) de Laguna (Brasil).

As duas entidades compartilham entre si os direitos de reprodução da Rosa de Anita, uma flor híbrida criada pelo botânico italiano Giulio Pantoli (morto em 2018). Ele era garibaldino e desenvolveu a rosa inspirado na figura da heroína. O híbrido é o símbolo das comemorações de 2021.