Recentemente, uma declaração do presidente Alexander Lukashenko, de Belarus, país localizado na Europa Oriental, fronteira com a Rússia, recomendou, em uma entrevista, tomar vodka para combater o coronavírus. Diante disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou aos líderes mundiais limitar a venda de bebidas alcoólicas durante a quarentena.

Conforme o órgão, o álcool reduz a imunidade, e seu consumo excessivo pode prejudicar a saúde, tanto física quanto mental, além de reduzir os cuidados necessários de proteção quanto à transmissão do coronavírus.

“Ainda não existem estudos que evidenciam a relação do álcool com a Covid-19. Porém, é conhecido que o consumo de bebidas alcoólicas reduz a imunidade, uma vez que interfere nas ocitocinas, entre elas o interferon, que são proteínas produzidas por células de defesas com ação de combater infecções virais, bacterianas, fúngicas etc. Dessa forma, podemos prever que a ingestão alcoólica pode reduzir a imunidade, deixando o sistema imune fragilizado em relação ao novo vírus”, explica o clínico do Complexo Médico Pró-Vida, Dr. Luiz Carlos Kummer.

O médico destaca ainda que quanto maior for o consumo alcoólico, maior será o efeito nocivo desse em relação à imunidade e que não há comprovações científicas sobre os benefícios em se ingerir certa quantidade de álcool diária, apenas tolerâncias.

“Embora algumas pesquisas relatem que a ingestão de uma dose diária pode apresentar efeito antioxidante e ser benéfico para o organismo, quando se fala em infecções, o uso de álcool está contraindicado em qualquer dose pelo fato de diminuir a imunidade. Portanto vale lembrar que, quanto menor o consumo de bebidas alcoólicas, menor são os ricos de desenvolver problemas de saúde e, consequentemente, de contrair a Covid-19”, esclarece.

A OMS destaca ainda que a ingestão de bebidas alcoólicas estimula comportamentos de risco, contribui com atos de violência doméstica e com o aumento do uso de drogas.