Gilberto Godoi não troca o Gás Natural por outro combustível. Ele conta que usa há quatro anos e consegue economizar muito em viagens mais longas
Gilberto Godoi não troca o Gás Natural por outro combustível. Ele conta que usa há quatro anos e consegue economizar muito em viagens mais longas

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
A cena repete-se em todos os postos de combustíveis: é cada vez maior a quantidade de motoristas que abastecem com o Gás Natural Veicular (GNV). O consumo cresce em todo o país. O aumento, em nível nacional, foi de 1,28% no acumulado do primeiro trimestre. 
 
Este crescimento foi superior em Tubarão. Conforme dados da SCGás, o aumento na Cidade Azul foi de 10% nos primeiros três meses do ano. E, mesmo com o aumento de 13% no preço, em meados de abril, a procura continua alta.
 
No mês passado, o metro cúbico do GNV podia ser encontrado, em média, por R$ 1,89. Agora, está R$ 0,10 mais caro. Mesmo com a elevação, o gás continua a ser a melhor alternativa entre os combustíveis, a com maior vantagem. “Ao abastecer com GNV, o consumidor economiza 40% em relação à gasolina e 60% ao álcool”, compara o gerente do mercado urbano e veicular da SCGás, André Zapelini.
 
E é por isso que muitas pessoas não trocam o combustível por outro. “Há quatro anos, abasteço com o gás. Não tem nada melhor. Vou e volto para Florianópolis com R$ 25,00”, conta o jardineiro Gilberto de Godoi. 
 
Este aumento no valor do gás não deve influenciar no movimento dos postos. “Quem já tem o kit instalado no carro não vai deixar de abastecer”, analisa André. Porém, quem perceberá a diferença nas vendas são empresas convertedoras. “Aos poucos, o movimento deverá diminuir. As pessoas não vão querer instalar os kits com os valores em alta. Mas a situação deve se estabilizar tão logo o preço voltar a cair”, explica.