O nó duplo verdadeiro é tão raro que até mesmo sua pesquisa na literatura médica é difícil. Quase não há casos no mundo! - Foto: Aline Moraes

Um parto com uma condição considerada raríssima foi realizado no Hospital Imigrantes, em Brusque. A pequena Betina, filha de Crislaine Hilleshein e Fellipe José Pereira, nasceu no dia 25 de janeiro, por meio de uma cesárea de emergência, e com um nó duplo verdadeiro no cordão umbilical.

O médico obstetra Ary de Sousa, que realizou a cirurgia, explica que o nó verdadeiro duplo pode ocorrer em 0,3 a 2,1% dos bebês, sendo relativamente raro, o que torna difícil sua pesquisa na literatura médica.

“Ele pode ser definido como o entrelaçamento de um segmento do cordão umbilical em decorrência dos movimentos fetais. Na maioria dos casos ocorrem sem qualquer significado clínico, o que dificulta o diagnóstico no pré-natal. Acredita-se que este tipo de nó seja formado nos três primeiros meses da gestação”, explica o obstetra.

Betina não nasceu, estreou! E de maneira rara: ela tinha um nó duplo verdadeiro no cordão umbilical – Foto: Aline Moraes

O médico destaca ainda que é bastante comum os bebês nascerem com um nó simples no cordão umbilical. Já o nó duplo, caso da pequena Betina, é formado por dois nós cegos no mesmo segmento do cordão. “Esse nó é de difícil realização, mesmo se fosse com as próprias mãos”.

A equipe notou a presença do nó duplo logo após o nascimento de Betina, ao iniciar os cuidados de secar a bebê, que ainda estava conectada ao cordão. O momento foi registrado pela fotógrafa de nascimentos Aline Moraes, que acompanhou todo o parto.

“Já fotografei muitos partos, e já havia fotografado por duas vezes nós verdadeiros, que são raros de acontecer. Porém, um nó verdadeiro duplo é raríssimo e eu nunca tinha visto”, destaca.

Colaboração: Portal O Município, de Brusque.

 

 

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