Wagner da Silva
Braço do Norte

Ter estrutura moderna e sustentável para atender casos de média complexidade são apenas algumas das características do projeto para construção do novo prédio do Hospital Santa Teresinha (HST), em Braço do Norte. O documento será apresentado nesta sexta-feira, pela administradora da instituição, Maria Celir Tenfen, a Zê, ao Conselho Político Empresarial. A reunião ainda não tem horário e local definidos.
Para Zê, a região está bem estruturada para atender alta complexidade, porém, é necessário um planejamento para estruturar também os atendimentos de média complexidade. “Os estudos foram direcionados ao que a região do Vale do Braço do Norte é carente, para que não haja duplicidade de interesse”, pontua a administradora.

Ela explica ainda que todo o setor de saúde da região ganha com a obra, já que o projeto prevê a redução da demanda de quem se desloca para outras unidades regionais – o que contribui para “desafogar” a emergência de outras instituições e distribui melhor os recursos e futuros investimento. “Buscamos o apoio da região. Queremos mostrar que os benefícios são evidentes a todos. Os municípios poupariam e poderiam reverter esta economia em outras ações de saúde”, analisa Zê.

As pesquisas de viabilidade da obra iniciaram em 2006. Nos últimos três anos, empresas especializadas em estudos técnicos, inclusive com o auxílio do Ministério da Saúde, levantaram informações e deram o parecer positivo para a sequência do projeto. Em janeiro deste ano, o projeto foi apresentado ao secretário estadual de saúde, Eduardo Cherem. Ele solicitou a divisão da obra em fases a fim de viabilizar a construção.

Como será construído o
novo prédio do hospital

O projeto para a construção do novo prédio do Hospital Santa Teresinha (HST) demonstra a utilização de uma área construída de aproximadamente 14,4 mil metros quadrados. Deste total, somente para a primeira fase, serão disponibilizados 10,4 mil metros quadrados. O local é de fácil acesso e com possibilidade de serem feitas novas edificações e ampliações quando necessário.

A administradora do HST, Maria Celir Tenfen, a Zê, explica que a primeira fase deverá contemplar os serviços de urgência e emergência , 60 leitos para internação, dez de UTI, além de toda a área de apoio. “Esta fase atenderia, além do que é absorvido na atual unidade, outros serviços prestados pela entidade”, resume.
Após a conclusão de todo o complexo, a instituição terá 120 leitos. “O novo prédio do hospital foi projetado para acompanhar o crescimento da região. Se houver necessidade de ampliações, isto poderá ser feito sem comprometer a estrutura já existente”, enfatiza Zê.

Necessidade da obra
justifica o investimento

A proposta para a construção do novo prédio do Hospital Santa Teresinha (HST), em Braço do Norte, surgiu após o encaminhamento de modificações na atual estrutura. A Sociedade Beneficente Santa Teresinha, responsável pela administração da instituição, pretendia oferecer um maior número de serviços, o que não foi possível devido à localização do hospital, próximo ao Rio Braço do Norte. “A área é de preservação ambiental. Na época da construção, as leis não eram tão rígidas, mas hoje teremos que argumentar para provar isso”, relembra a administradora do HST, Maria Celir Tenfen, a Zê.

Com pequenas modificações, a credibilidade do hospital aumentou frente à população. Hoje, a necessidade da obra justifica o investimento. Zê também considera importante ressaltar que, em feriados, quando os postos do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) ficam fechados, aumenta a demanda na instituição. “Nestes casos, os atendimentos superam a casa de 100 por dia. Podemos dizer que há uma superlotação no HST. No futuro, se não pensarmos em uma nova área física para o hospital, onde iremos colocar estas pessoas?”, indaga a administradora.