Foto: Arquivo da família

A história de Cleusa Prá, de Braço do Norte,  é bem emocionante e um retrato da realidade de muitas famílias no mundo inteiro que sofrem por conta do novo coronavírus.

Só na sua família 9 pessoas foram diagnosticadas com o vírus, quase todos tiveram sintomas leves.  Uma sobrinha e Cleusa tiveram sintomas mais fortes. Cleusa ficou internada na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição e se recuperou, a sobrinha fez tratamento em casa tomando todos os cuidados.

A mãe de Cleusa, Maria Joana (84 anos), também teve coronavírus e infelizmente não teve a mesma sorte. Morreu na madrugada desta terça-feira (14), também estava internada na UTI do HNSC.

Cleusa viveu na pele a dor da perda de alguém por conta do coronavírus e a vitória de se recuperar. Ela e a mãe ficaram internadas na mesma ala da UTI.

“Foram momentos muito difíceis. Ela ficou entubada e eu não, precisei apenas de oxigênio e dois dias depois tive alta da UTI. Minha mãe ficou”.

A ligação entre Cleusa e Maria Joana  é muito forte. Elas nasceram no mesmo dia e a data sempre foi muito especial para elas.

“Quando fomos para UTI fiquei pensando: Nascemos no mesmo dia e vamos morrer também no mesmo dia, juntas? Passou muita coisa na minha cabeça, estar tão perto dela e ao mesmo tempo tão longe”.

Dentre todas as dificuldades durante o tratamento delas, Cleusa disse que o mais difícil foi fazer o sepultamento da mãe sem tempo para se despedir.

Por orientação de profissionais da saúde não houve velório e o corpo foi direto para o cemitério de Braço do Norte. Apenas parentes bem próximos puderam comparecer ao enterro.

“Trazer ela do hospital e enterrar sem velório, sem poder se despedir, sem poder ver o rosto dela está doendo muito”.