Em 1717, três pescadores: Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedrosa, que moravam as margens do rio Paraíba de Guaratinguetá, em São Paulo, desanimados por não conseguirem pegar peixe algum tentaram lançar mais uma vez as redes antes de irem embora, depois de várias horas de trabalho. Ao retirar a rede da água puxaram o corpo de uma imagem sem cabeça e num segundo arremesso, encontraram também a cabeça da imagem.

Impressionados pelo evento jogaram a rede mais uma vez na água e naquele momento a pescaria foi tão abundante que encheram as três canoas. Limparam a imagem com muito cuidado e verificaram que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição de cor escura.

O trio colocou a imagem na capela de sua pobre vila e diante dela começaram a fazer as suas orações diárias. Pouco tempo depois, a virgem mostrou novos sinais que tinha escolhido esta imagem para distribuir favores especiais aos seus devotos. A religiosidade e a afluência do povo cresciam todos os dias e por isso, impunha-se a construção de uma capela em um lugar mais apropriado a fim de facilitar a devoção dos fiéis.

Em cima do Morro dos Coqueiros foi construída a primeira capela em 1745 e foi celebrada a primeira missa. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, já chamada pelo carinhoso nome de Aparecida estava em seu lugar definitivo, dando origem à cidade do mesmo nome.

Em 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a coroa doada pela Princesa Isabel e o manto anil bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. Depois da coroação, o papa concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida e indulgências para os romeiros que surgem em peregrinação ao Santuário.

Após várias reformas e nova construção, em 1908 o local elevou o Santuário à Basílica. Em 1930, o Papa Pio XI, acolhendo favoravelmente o pedido dos bispos do Brasil proclamou solenemente Nossa Senhora de Aparecida padroeira principal de todo o Brasil. Somente em 1953, é que a festa de Nossa Senhora passou a ser celebrada no dia 12 de outubro por determinação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em 1967 o Papa Paulo VI ofereceu à Basílica de Aparecida a Rosa de Ouro, querendo com tal gesto, reconhecer a importância da Basílica e estimular o culto mariano. Na década de quarenta os padres notaram que a Basílica se tornara pequena.

Após 25 anos de construção, foi solenemente consagrado na histórica visita do papa João Paulo II ao Brasil, no dia 4 de julho de 1980. Neste mesmo ano, o presidente Figueiredo promulgou a Lei No. 6.802, de 30 de junho de 1980, declarando o dia 12 de outubro como feriado nacional para o culto público e oficial à Nossa Senhora Aparecida.

Em 24 de julho de 2013, o Papa Francisco visitou e celebrou a Santa Missa na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, pedindo que intercedesse junto com o seu Divino Filho para o sucesso da Jornada Mundial da Juventude. Seu pedido foi ouvido porquê 3,4 milhões de jovens compareceram para o grande evento no Rio de Janeiro naquele ano.

 

Primeiros milagres

Milagre das velas – Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente não conseguiu, pois elas acenderam por si mesmas.

Caem as correntes – Em meados de 1850, um escravo preso por grossas correntes chamado Zacarias, pede ao feitor permissão para rezar ao passar pela igreja, onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Recebendo autorização, ele se ajoelha diante de Nossa Senhora e reza fervorosamente, durante a oração as correntes milagrosamente soltam-se de seus pulsos deixando Zacarias livre.

Cavaleiro e a marca da ferradura – Um cavaleiro de Cuiabá passando por Aparecida, zombou da fé dos romeiros. Quis provar o que dizia entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo ficou presa a pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo. Uma marca da ferradura ficou cravada na pedra após o ocorrido. O cavaleiro arrependido pediu perdão e tornou-se devoto.

A menina cega de nascença – muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz de Jaboticabal, de São Paulo, rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referentes à Nossa Senhora Aparecida. O casal desta família tinha uma menina cega de nascença e os ouvia atentamente. A menina tinha muita vontade de ir até a igreja. Apesar da dificuldade da época, pois tudo ainda era sertão, com muita dificuldade, fé e perseverança, a mãe e a filha da família Vaz seguiram até a igreja. Nas escadarias, surpreendentemente, a menina cega de nascença exclamou: “Mãe, como é linda esta igreja! ”. Daquele momento em diante a menina passou a enxergar normalmente.

O menino no rio – Pai e filho foram pescar e durante a pesca o menino por um descuido caiu no rio. A correnteza estava muito forte e o menino não sabia nadar e era arrastado pela correnteza cada vez mais rápido. O pai desesperado pediu para Nossa Senhora Aparecida salvar o menino. De repente, o seu corpo parou de ser arrastado e enquanto a forte correnteza continuava o pai salvou o menino.

O homem e a onça – Um homem estava voltando para a sua casa, quando de repente, ele se deparou com uma onça. Ao ver-se encurralado e a onça prestes a atacá-lo, pediu desesperado à Nossa Senhora Aparecida por sua vida e a onça foi embora.

 

Celebrações deste ano

Nesta segunda-feira, 12 de outubro, a Igreja Católica celebra o dia de Nossa Senhora da Conceição de Aparecida. Diferente de como ocorre todos os anos e acolhendo as orientações das autoridades sanitárias, nas mais diversas situações e realidades, as paróquias e comunidades retomam as celebrações comunitárias presenciais aos poucos.

Contudo, pessoas impossibilitadas por motivo de saúde ou idade ou porque pertencem ao chamado ‘grupo de risco’, devem ainda, abster-se de participar das celebrações comunitárias dominicais presenciais, mas alternativas são disponibilizadas. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as celebrações continuam sendo oferecidas em casa por meio de redes sociais e canais de televisão.

“São muitos os horários de transmissão de missas em nossos canais católicos, que podemos acompanhar, mas vivendo a dignidade de povo sacerdotal que nosso batismo nos conferiu, podemos não só acompanhar, mas celebrar com nossas famílias o Dia do Senhor”, finaliza.

 

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