Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o nível ainda é muito baixo em termos históricos e o comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostra que a incerteza elevada tem afetado bastante a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo - Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 3,8 pontos entre janeiro e fevereiro deste ano. Com o resultado, o indicador chegou a 77,9  pontos – em uma escala que vai de de zero a 200 pontos. Apesar de baixo, é o maior nível desde agosto do ano passado. A alta da taxa foi puxada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança dos consumidores em relação ao futuro e que subiu 5,0 pontos.

Com isso, o subíndice chegou a 85,7 pontos, principalmente devido ao bom desempenho do componente intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, também subiu (1,8 ponto) e chegou a 67,9 pontos. Apesar da alta, este subíndice ainda está em patamar muito baixo em termos históricos.

“O resultado positivo pode ter sido influenciado pelo Auxílio Brasil nas faixas de renda mais baixas, perspectivas mais favoráveis sobre o mercado de trabalho e situação econômica que voltaram a ficar mais otimistas, com indicadores superando o nível neutro de 100 pontos. Mas é preciso ter cautela, o nível ainda é muito baixo em termos históricos e o comportamento volátil dos consumidores nos últimos meses mostram que a incerteza elevada tem afetado bastante a manutenção de uma tendência mais clara da confiança no curto prazo”, explica a pesquisadora Viviane Seda Bittencourt, em nota divulgada pela FGV.

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