Amanda Menger
Tubarão

Seja para o dia-a-dia ou para uma ocasião especial, uma lingerie de qualidade é fundamental. Se for bonita e com bons preços, conquistar o mercado é questão de tempo. É nesta lógica que as empresas de Tubarão trabalham. Das 200 confecções existentes na cidade, ao menos 30 são de lingerie. E algumas chegam a empregar até 150 funcionários.

Parte das fábricas de lingerie está instalada na Guarda. Pela proximidade com os hotéis de águas termais, os turistas aproveitam para fazer as compras diretamente nas fábricas, o que aumentou “a boa fama” da empresas, que também vendem para o Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

“De uma forma geral, o setor de confecções cresce em Tubarão. Na Associação de Confeccionistas, que reúne cerca de 50 empresas, temos dois associados que produzem biquínis e um lingerie. Os produtos ganham mercado porque se diferenciam pelo preço e qualidade”, explica o presidente da associação, Fablo Augusto Ouriques.

Um dos fatores que leva ao crescimento desta indústria é o investimento dos empresários em estilistas. “Hoje os empresários contratam profissionais especializados em moda. Foi a própria associação que sugeriu à Unisul que criasse o curso de tecnólogo em moda para capacitar os profissionais. Além disso, os donos das empresas viajam para outros países para participar de eventos de moda e observar as tendências”, relata Fablo.

A tendência é o setor expandir-se ainda mais. “As empresas de modinha ou de lingerie podem crescer muito, mas precisam de trabalhadores qualificados, faltam costureiras. Praticamente todas que fazem o curso promovido pela associação já saem empregadas”, argumenta o presidente.