Zahyra Mattar
Braço do Norte

Ontem, o dia foi de muito falatório em Braço do Norte. O assunto principal não poderia ser outro a não ser a suspensão das provas do concurso público da prefeitura. Bem pudera: mais de duas mil pessoas deslocaram-se até o município e ‘deram com os burros n’água’. Os testes não puderam ser aplicados devido a uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ), proferida pelo desembargador Rodrigo Antônio Cunha.

Fato: a questão é jurídica e, enquanto isto não se resolver, o concurso continua suspenso. A Fundação de Apoio à Educação, Pesquisa e Extensão da Unisul (Faepesul), organizadora, apelará ao TJ. “Apresentaremos as justificativas para o edital e a todos os pontos argumentados pelo Ministério Público”, adianta o secretário executivo da Faepesul, Carlos Alberto Nogueira de Sá.

Para Sá, a discordância entre a Faepesul e o MP é que o segundo entende que houve descumprimento de questões de natureza técnico-administrativa. “É questionado, por exemplo, o desempate. O MP diz que não respeitamos o Estatuto do Idoso, mas nos baseamos na Constituição. Na verdade, nosso entendimento é que a real discussão é em torno da interpretação da lei, apenas isso. Consideramos a ação do MP válida e há uma predisposição de modificações no edital”, reitera Sá.

Prefeito
Por telefone, a redação do Notisul tentou contrato com o prefeito de Braço do Norte, Luiz Kuerten (PP), o Tilico, na tarde de ontem, porém, ele preferiu não comentar o assunto.