São Paulo (SP)

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) garantiu, na noite de ontem, que entregará na quarta-feira os documentos que faltam para a conclusão do inquérito que apura as responsabilidades pelo acidente com o Airbus da TAM. O prazo está dentro do limite determinado pela polícia, segundo a Infraero. A garantia foi dada após o protesto de familiares das vítimas na tarde de ontem no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa da Infraero, a procuradora-geral da empresa comparecerá ao 27° Distrito Policial (Campo Belo) pessoalmente para fornecer a documentação complementar solicitada pela investigação policial. A Infraero não esclareceu quais documentos lhe cabe fornecer à polícia, mas o delegado que preside o inquérito disse na última semana que faltava à empresa, entre outras coisas, apresentar o responsável pela liberação da pista de Congonhas no dia 17 de julho de 2007.

Passageiros que aguardavam o embarque, ontem, no saguão do aeroporto de Congonhas aplaudiram a manifestação promovida pela Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do acidente com o Airbus A320 (Afavitam). Com alto-falantes e faixas, os parentes das 199 vítimas pediram a elucidação das causas do acidente e gritaram em coro “justiça e verdade”.

Em cerca de 200 pessoas, segundo a Afavitam, a multidão de familiares fechou por dez minutos o check in da TAM. Os manifestantes pediram também que algum representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Infraero fosse ao saguão para que o manifesto fosse entregue a eles. Apenas um funcionário da Infraero atendeu o pedido. A TAM informou que não se pronunciará sobre o protesto de ontem.