Segundo a psicóloga Dorimá Vieira e a coordenadora Fernanda Firmino do Centro de Atenção Psicossocial CAPS-I, a ansiedade faz parte do cotidiano de vários indivíduos. Entretanto devido a atual situação em que se encontra a população através da pandemia do Coronavírus a ansiedade pode vir a manifestar-se de forma acentuada, desencadeando vários sintomas, tais como:

* Nervosismo, agitação, estado de alerta, sofrimento por antecipação a fatos e situações; não conseguir pensar em outra coisa; necessidade de ver e ouvir constantemente informações sobre o coronavírus; dificuldade para realizar tarefas diárias.

* Também é percebida nas pessoas que estão com problemas para adormecer e que “acham difícil controlar sua preocupação e perguntam persistentemente aos familiares sobre seu estado de saúde, alertando-os sobre os graves perigos que correm toda vez que saem de casa”.

Como podemos amenizar a ansiedade:

Identificar pensamentos que possam lhe causar mal-estar. “Pensar constantemente na doença pode causar o aparecimento ou o aumento de sintomas que ampliem seu mal-estar emocional.”

Reconhecer nossas emoções e aceitá-las. “Se necessário, compartilhe sua situação com os mais próximos para encontrar a ajuda e o apoio necessários.”

Questione: procure provas de realidade e dados confiáveis. “Conheça os fatos e dados confiáveis oferecidos pelos meios de comunicação oficiais e científicos e fuja de informações que não provenham dessas fontes, evitando informações e imagens alarmistas.”

Informe seus entes queridos de maneira realista. “No caso de menores ou pessoas especialmente vulneráveis, como idosos, não minta para eles e forneça explicações verdadeiras, adaptadas ao seu nível de compreensão.”

Evite informações em excesso. “Estar permanentemente conectado não o deixará mais bem informado e poderia aumentar desnecessariamente sua sensação de risco e nervosismo.”

Comprove a autenticidade das informações que você compartilha. “Se você usa as redes sociais para se informar, procure fazê-lo com fontes oficiais.”

Evite falar o tempo todo sobre o assunto, apoie-se na família e nos amigos e ajude a família e os amigos a manter a calma e um pensamento “adaptativo a cada situação”, além de tentar levar uma vida normal na qual não se alimente o medo dos outros.

Crie uma rotina diária e aproveite para fazer as coisas que você gosta, mas que geralmente, por falta de tempo, não pode fazer (ler livros, assistir filmes, cozinhar, etc.).

Controlar o consumo de informações (com fontes confiáveis)

A busca excessiva por informação é uma ação que nos oferece controle para acalmar o medo, mas paradoxalmente o aumenta, pois alimenta o obsessivo diante do racional.

“Fazer uso adequado das informações (especialmente as provenientes da mídia oficial) e conceder-lhes um espaço mental também adequado pode nos ajudar a transitar pelas circunstâncias atuais da maneira mais saudável possível”.

Não repasse boatos e mensagens falsas. Converse com pessoas confiáveis ou profissionais da saúde para partilhar angustias. Busque alguma arte possível para aliviar seus temores. Encontre estratégias criativas para lidar com o medo do desconhecido.

Lembramos que, sentimentos de medo e ansiedade são e serão comuns nesses tempos, nossas respostas comportamentais geralmente são inadequadas às situações que vivemos.

Cinco dicas úteis para manter-se menos ansioso/a:

• Cuide do seu corpo: tente praticar exercícios, com os devidos cuidados, e se alimente bem. Corpos são, mente sã.
• Faça coisas de que gosta. Curta sua família, leia um livro, ouça música… Torne seu tempo livre um momento de bem-estar.
• Tente criar uma rotina. Isso ajudará a tornar os dias mais organizados e, na medida do possível, tranquilos.
• Conecte-se com as pessoas. O celular e as redes sociais são aliados.
• Peça ajuda se precisar. Não pare seu tratamento médico e, se perceber que está ansioso ou depressivo, busque seu médico ou seu psicólogo. Entre em contate com nosso serviço Centro de Atenção Psicossocial CAPS-I caso necessário através do telefone 48- 3623 5306.

É importante informar que este Serviço devido no momento estar somente atendendo Urgência e Emergência, e não os Grupos de Praxiterapia estamos indo com os devidos cuidados conforme orientação do Ministério da Saúde, na residência de cada paciente do grupo e alguns pacientes de risco para verificar como estão, assim como aproveitando a oportunidade para levar aos mesmos um presente (jogos interativo), a fim de promover sua saúde psicológica e ocupando-os neste momento tão delicado em que todos vem passando.