Na segunda, os vereadores Cristiano Praxedes e Phelipe Schmoeller Felippe, ambos do PSB, desistiram de participar.

Jailson Vieira
Capivari de Baixo

Se em Brasília a semana foi quente, em Capivari de Baixo o tempo também não foi dos mais amenos. Desde a última segunda-feira, uma reviravolta ocorreu na Câmara de Vereadores, quando dois dos legisladores do PSB, Phelipe Schmoeller Felippe e Cristiano Praxedes desistiram de participar da Comissão Especial Processante (CEP). A comissão foi formada em março para analisar e dar um parecer de cassação ou não dos vereadores reeleitos, porém, afastados desde dezembro de suas funções. Jean Rodrigues (PSDB), Ismael Martins (PP), Edison Duarte (PMDB) e Fernando Oliveira (PSB) são investigados na Operação Casa da Mãe Joana, deflagrada no fim do último ano.

Com a desistência dos dois pessebistas na ‘Casa do povo’, nesta sexta-feira foi realizada uma sessão extraordinária para escolher dois membros para esta comissão, a qual deve possuir três integrantes. O único que não tinha desistido foi José Adilson Vieira Freitas, o Zé da Gaita (PDT). A expectativa era que apenas os legisladores Thiago Torquato Viana e Herivelton Silva de Souza, o China, ambos do (PP) e Adan Dutra Machado (PR) participassem do sorteio, mas não foi bem isso que ocorreu.

No sorteio, China foi o escolhido do PP e Adan seria o último integrante da comissão, mas o vereador não aceitou participar e em acordo com os legisladores do PSB resolveram recolocar à função o vereador Praxedes, que anteriormente precisou abdicar da atividade.

Na sessão, China foi indicado como o presidente do CEP. “Vamos nos reunir nos próximos dias e dar seguimento aos trabalhos. É bom deixar claro que não somos a favor ou contra a este ou aquele parlamentar, o nosso papel é de analisar os fatos e posteriormente dar um parecer. Temos que responder para a população a respeito deste e de outros fatos. Foi para isso que eles confiaram os seus votos a nós”, assegura.

Combinação surge entre base aliada do governo
Os envolvidos foram o PSB e PR: Em um acordo, Praxedes foi reconduzido à comissão, porém, ao receber a indicação de China como relator, o legislador não aceitou. “Voltei para dar suporte a pedido da bancada do PSB e do PR, mas não para ser o relator ou presidente”, destaca.

Dois pontos foram bastante controversos na sessão, se não queria sair, por que Praxedes deixou a comissão? E o que mais intriga os moradores da Cidade Termelétrica é que para ser vereador não é necessário conhecimento técnico em todas as situações. A questão que ficou é por que o integrante do parlamento mais jovem, Phelipe Schmoeller Felippe, não procurou uma assessoria técnica? A Câmara não dispõe de um corpo jurídico? E, por fim, integrar a base aliada é diferente de ter um representante no partido do PR. Qual o motivo do vereador Adan não colocar o seu nome à disposição?