Priscila Alano
Tubarão

Dezenas de funcionários que trabalham no comércio de Tubarão ainda não recebem o piso estadual, estabelecido em R$ 647,00, em vigor desde janeiro deste ano. Os sindicatos patronal e dos trabalhadores aguardam a decisão do dissídio que está na justiça. O acordo para a definição do novo valor deveria ter ocorrido em novembro do ano passado.

Os trabalhadores reclamam por não receberem o piso. Em alguns estabelecimentos, o salário pago é de R$ 560,00 e, com os descontos de vale-alimentação, vale-transportes e encargos sociais, os funcionários recebem líquido apenas R$ 400,00. “O nosso salário está defasado. Já tentamos negociar com a empresa sem êxito. O valor não dá para arcar com os gastos de água, energia, alimentação, entre outros”, conta uma funcionária.

O presidente do Sindilojas, José Batista Masiero, explica que as empresas que não cumprem o piso salarial definido pelo estado estão amparadas por uma decisão da Federação do Comércio (Fecomércio). “A federação ingressou com uma ação onde contesta a forma como o piso foi implantado. Ocorreu por meio de um decreto do governador. Acreditamos que não é competência do estado, pois a negociação sempre foi entre patrões e empregados”, avalia Masiero. Para ele, o estado deve apenas intervir em locais que não há sindicatos, diferente da região que há as entidades para fazer as negociações.

A presidenta do Sindicato dos Comerciários, Elizandra Rodrigues Anselmo, espera que o Tribunal de Justiça dê ganho de causa aos trabalhadores. “Recorremos ao TJ, já que em primeira instância perdemos a causa”, revela.