Balsa da Cidasc foi transportada ontem pela manhã para o ponto da obra. Escavadeira hidráulica e caminhões também já estão na barra do Camacho para dar suporte à dragagem. Serviço é feito pela Cidasc e pago exclusivamente com recursos do governo do estado
Balsa da Cidasc foi transportada ontem pela manhã para o ponto da obra. Escavadeira hidráulica e caminhões também já estão na barra do Camacho para dar suporte à dragagem. Serviço é feito pela Cidasc e pago exclusivamente com recursos do governo do estado

Zahyra Mattar
Jaguaruna

 
Uma das obras de manutenção mais importantes para a comunidade pesqueira da região de Jaguaruna, o desassoreamento da Barra do Camacho, começa hoje. A draga e os equipamentos de apoio foram enviados ontem de manhã para o local do trabalho. A autorização à obra foi assinada no começo do mês passado e a Licença Ambiental de Operação (LOA) foi expedida pela gerência da Fatma em Tubarão na semana passada.
 
A barra não está fechada, mas a vazão já é pequena. O investimento, exclusivamente do governo do estado, é de R$ 688.360,50. A responsável pelos trabalhos será a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), contratada pela secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão. Aproximadamente mil famílias dependem diretamente ou indiretamente do pescado retirado das lagoas do Camacho, Santa Marta e de Garopaba do Sul.
 
A entrada da água do mar possibilita o aumento da salinidade nas lagoas e o ingresso de peixes e crustáceos, além de reduzir o risco de cheias na bacia do Rio Congonhas (Jaguaruna, Tubarão, Laguna e Treze de Maio). “A retirada de um grande banco de areia, cerca de 92 mil metros cúbicos, é vital para a economia da região, bem como para a prevenção de riscos de enchentes”, destaca o gerente regional da Cidasc em Tubarão, Claudemir dos Santos.
 
Os trabalhos deverão estar prontos em aproximadamente seis meses (maio do próximo ano). A última abertura ocorreu em agosto de 2007. Foi feita pela Cidasc. Mais de 90 mil metros cúbicos de areia foram retirados na época. 
 
Construção dos molhes ainda é só um projeto
O trabalho de dragagem da barra do Camacho, em Jaguaruna, é paliativo. A solução definitiva para a abertura do canal está em duas obras pleiteadas há tantos anos que ninguém mais lembra quantos: a ampliação de 150 metros dos molhes lado norte e sul (dentro do mar) e o término da proteção de pedras lado norte. Estas obras estão orçadas em R$ 2,6 milhões. A verba chegou a ser pleiteada junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas o projeto ficou fora dos investimentos previstos para o ano passado e não há indicativo de que seja incluso no PAC 2.