Amanda Menger
Tubarão

Os casos de dengue no Rio de Janeiro aumentaram assustadoramente desde o início deste ano. Isso fez com que os demais estados aumentassem o controle e a prevenção contra focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Em Santa Catarina o alerta foi repassado aos municípios. Em Tubarão, teve início na segunda-feira a colocação de novas armadilhas.

A meta é passar de 220 para 400 locais de observação. Já os pontos estratégicos deverão passar de 93 para 150.
Mais de 200 atendimentos foram realizados nos últimos 15 dias. “A epidemia no Rio deixou as pessoas com medo, por isso, elas nos ligam, pedem explicações, fazem denúncias”, relata a coordenadora do programa municipal de combate a dengue, Claudete Soares. As denúncias são verificadas no máximo em 48 horas.

“Quando ligam já fazemos uma ficha e depois repassamos para as agentes de controle da dengue que fazem as visitas”, explica. De quatro denúncias por mês, a média passou para 37, somente em fevereiro.
A intenção da equipe é que 100% do município tenha cobertura com armadilhas e pontos estratégicos. “As armadilhas ficam em locais com um bom trânsito de pessoas, já os pontos estratégicos são locais em que seriam criadores naturais de mosquitos, como borracharias, cemitérios”, exemplifica.

O medo também fez com que as pessoas ficassem menos resistentes ao trabalho dos agentes da dengue. “Se antes apenas 50% das pessoas abriam as casas para as visitas, agora temos 80%. Antes abrir a porta para o agente do que deixar o mosquito entrar”, adverte.