Quem passa pela beira-rio, a pé, de bicicleta ou mesmo de carro, tem notado nas últimas semanas que o Rio Tubarão está mais visível. O ressurgimento da paisagem se deve ao corte das mamoneiras, trepadeiras e cipós, um trabalho da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Funat) e que faz parte de uma série de iniciativas que está reaproximando a população e o maior cartão-postal da cidade.

A remoção das mamoneiras iniciou em setembro do último ano e representa um investimento de mais de R$ 350 mil por parte da prefeitura. A ação acontece nas duas margens do Rio Tubarão entre as pontes Manoel Alves dos Santos (Morrotes) e Orlando Francalacci (ponte do quartel).

O trabalho foi dividido em oito lotes. Além da remoção das três espécies, será feita a manutenção para que não voltem a crescer e retomar a antiga e indesejada situação e também o plantio de diversas espécies nativas como palmito, araticum, bacupari, ingá, guabiroba e cerejeira.

A retirada dos cipós e trepadeiras é um trabalho mais lento que a das mamoneiras, que mesmo de grande porte são de fácil acesso e manuseio de ferramentas para o corte. Cipós e trepadeiras, por outro lado, são cortados próximos do solo, mas permanecem sobre as árvores e só caem depois que começam a secar. Dessa maneira, o ressurgimento mais amplo do rio em alguns trechos é mais demorado.

As mamoneiras também exigem um trabalho bastante cuidadoso. Como existem cerca de 100 mil delas só nessa área entre o Morrotes e Passagem, o controle através da manutenção para evitar que rebrotem precisa ser minucioso.

“Estamos agora no último lote, que fica no trecho entre as imediações do shopping e a ponte Orlando Francalacci pela margem direita. Essa limpeza segue critérios bastante técnicos, já que nem toda vegetação pode ser cortada e é preciso o acompanhamento técnico de um fiscal da nossa fundação para orientar algumas ações específicas. Por exemplo, em algumas árvores pode haver ninho de pássaros que seria impactado pela remoção das mamoneiras ou cipós ali próximos. Há todo um cuidado ambiental a ser respeitado”, lembra o diretor-presidente da Funat Júlio César Ângelo Rodrigues.

Além da retirada desse tipo de vegetação, a reaproximação da população com o rio tem como agentes o início da coleta e tratamento de esgoto (hoje Tubarão trata cerca de 23% do esgoto doméstico), a construção da passarela Ângelo Antônio Zaboti e a consequente inauguração de um ponto turístico e de encontro de famílias e amigos e, ainda em andamento, a construção das rampas náuticas sob a passarela. Quando prontas, essas rampas impulsionarão a prática de esportes náuticos no Rio Tubarão e torná-lo ainda mais procurado pela população.

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Fonte: Governo de Santa Catarina