Liliane Dias
Tubarão

 

Que o coronavírus causaria prejuízos tanto para a saúde das pessoas quanto para a economia mundial, é de conhecimento de todos. Porém, há sempre a esperança de que o abalo em nossa região não seja tão grande. E a ‘luz no fim do túnel’, talvez esteja próxima.

Em Tubarão, a situação não é diferente dos demais municípios atingidos pela pandemia. Várias empresas já iniciaram o processo de redução no quadro de funcionários. Mas com a abertura de alguns setores outros começam a se reanimar.

Ao realizarmos uma pesquisa no município de Tubarão, em alguns postos de combustíveis, pode-se constatar que a variação dos valores de um posto para outro foi R$ 3,38 a R$ 3,87. A diferença pode chegar a R$ 0,49. Para se ter uma ideia, se considerarmos que um consumidor complete o tanque do seu carro com 45 litros (em média), a economia pode chegar a R$ 22 por tanque.

Além da consulta de preços, a reportagem do Notisul, buscou mais informações sobre a situação desse setor. Além da redução dos valores, como administram a situação, no que se refere aos funcionários. Segundo o sócio administrador de um dos postos de combustíveis da cidade, Messias Fernandes, a redução dos valores é apenas repasse feito pela Petrobras. “Estamos apenas repassando ao consumidor final a redução que recebemos”, explica.

Quanto ao ‘movimento do posto’, na semana passada estavam com apenas 10% da clientela habitual, mas com a liberação de alguns setores a expectativa é de que em breve, tudo volte ao normal. “Houve uma melhora. As vendas estão em 72% do normal e com a reabertura do comércio, creio que podemos voltar rápido aos 100%”, comemora.

Messias explica que as férias dos funcionários ocorrem de forma aleatória. “Optamos por fazer um revezamento, mas em torno de 70% dos colaboradores pegaram férias, que variou de 7 a 15 dias conforme a legislação autoriza neste momento de pandemia”, pontua.

Mesmo assim, outros postos enfrentam dificuldades por conta da queda brusca nas vendas. Dois dos postos entrevistados informaram que já tiveram que demitir alguns funcionários, colocar uma grande parte em férias, porém sem saber como a situação ficará.

Com relação ao quadro de funcionários, a informação é de que houve uma redução de quase 50% entre os demitidos e os que estão em férias. “Estamos vendendo 40% do que costumávamos vender antes da pandemia. Com os setores que retomaram ocorreu um aumento para quase 50% do que tínhamos habitualmente. Se não melhorar mais uns 40 % até final do mês, mais funcionários terão que ser demitidos”, lamenta.