Mais de 15 milhões de brasileiros, com mais de 60 anos, sofrem com a artrose, que é um problema degenerativo das articulações provocados por uma inflamação. Segundo Dr. Dante Grein, especialista em cirurgia de joelho e quadril do Pilar Hospital, em Curitiba (PR), a doença envolve tanto as cartilagens como ossos, e pode ocorrer em todas as articulações do corpo, incluindo joelhos, coluna, mãos e causa muita dor e déficit de movimentos.

Segundo o cirurgião, a principal queixa dos pacientes que procuram um especialista de joelho é a limitação da qualidade de vida. “Esta limitação pode ocorrer por diversas patologias, como as lesões ligamentares que impedem as pessoas de praticar esportes por ter instabilidade no joelho, ou os problemas de cartilagem que trazem dor durante ou após o esforço. Junto a isso, a artrose é responsável pela maioria absoluta das consultas em pacientes acima de 60 anos”, comenta.

Para superar essa limitação, os pacientes hoje já contam com a possibilidade de realizar uma artroplastia de joelho (colocação de uma prótese), com a ajuda da cirurgia robótica com ROSA® Knee, um robô desenvolvido pela Zimmer Biomet, empresa multinacional americana e líder global em saúde musculoesquelética, representada pela Medicalway Equipamentos Médicos em Curitiba (PR). Na capital paranaense, o pioneiro com a tecnologia robótica em cirurgia ortopédica foi o Pilar Hospital, que começou a utilizar o equipamento em 2021.

“Esta cirurgia está indicada para casos avançados de doenças degenerativas do joelho, das quais a mais relevante é a Artrose. Desta forma, neste momento inicial, a indicação de cirurgia robótica com o ROSA® é restrita apenas aos casos graves de artrose do joelho. Entretanto, muito em breve, o mesmo robô ROSA estará configurado para realizar também outros tipos de artroplastias, especialmente as de quadril, e provavelmente também as de ombro”, destaca Grein.

 

Principais benefícios para os pacientes

A cirurgia com o ROSA® possibilita alguns benefícios importantes para o paciente quando comparada com a cirurgia exclusivamente humana. “Por se tratar de um supercomputador, os cálculos de posicionamento e tamanho dos implantes são infinitamente mais precisos, propiciando que a prótese seja posicionada de maneira ideal, em uma cirurgia que necessita de menos manipulação óssea e de partes moles. Em curto prazo, isso significa um menor trauma cirúrgico, que se traduz em menos dor, recuperação mais rápida dos movimentos do joelho e da capacidade de marcha, e também menor tempo de internação hospitalar”, conta o cirurgião. Em médio e longo prazo, o principal benefício é a durabilidade de prótese, pois um posicionamento ideal diminui consideravelmente a chance de prótese se soltar ou se desgastar ao longo dos anos. “O mais interessante é que todos estes benefícios vêm desacompanhados de um aumento de riscos, pois a cirurgia com auxílio robótico não aumenta em nada os riscos cirúrgicos que já existiam na cirurgia totalmente humana”, diz o especialista.

 

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