sábado, 22 agosto , 2026

Cinzas devem migrar para o oceano

Karen Novochadlo
Tubarão

Quem aproveitou o dia de ontem para lavar o carro ou limpar a varanda de casa perdeu tempo. No sul do estado, automóveis, calçadas, varandas ganharam uma camada de pó, com a chegada das cinzas do vulcão chileno Puyehue, que assustaram muita gente. Hoje, devem ir embora para o Oceano.

A nutricionista Michele Medeiros, 25 anos, de Tubarão, tomou um susto quando saiu de casa por alguns minutos. O seu carro voltou coberto de uma poeira branca. “Eu não sabia o que era. Depois que descobri que era cinza”, conta ela. Jean Serafim, 20 anos, trabalha em um estacionamento no centro da cidade, e concluiu que não adiantava passar um pano para limpar os veículos. Em pouco tempo, a sujeira predominava novamente.
Aeroportos localizados em Joinville, Florianópolis e Criciúma permaneceram fechados. Em Criciúma, a situação era mais crítica por causa da visibilidade. Um outro problema é que a substância sílica, que compõe a cinza, quando entra nas turbinas, transforma-se em vidro e provoca um travamento.

Em Laguna, o morro da Glória ficou encoberto pelas cinzas. “Se você observar o céu, pode ver uma névoa fina, com grãos”, destaca o piloto de avião Adson Batista Medeiros, dono da conta no twitter @tempolaguna.
O climatologista Rafael Marques explica que a precipitação de ontem fez com que as cinzas caíssem em alguns municípios. Registram o fenômeno também em Braço do Norte, São Ludgero, Capivari de Baixo, Sangão e Treze de Maio.

Como as cinzas chegaram a Santa Catarina?
As cinzas do vulcão chileno Puyehue foram trazidas pelo jato polar. Com a estabilidade do ar em níveis inferiores, devido ao sistema de alta pressão que atua sobre boa parte da Argentina, Uruguai e sul do Brasil, a cinza vulcânica passou a fazer parte da névoa seca que fica sobre o litoral do estado. As cinzas reduziram a visibilidade para quatro quilômetros na horizontal. Um instrumento de medição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmou a presença das partículas de cinzas no sul do Brasil.

E a saúde?
De acordo com o pneumologista Adilson Medeiros, da clínica Pró-Vida, de Tubarão, não existem estudos que comprovem que as cinzas vulcânicas que estão na região causam mal à saúde. A quantidade não é suficiente para provocar danos. E, mesmo assim, são grossas para serem aspiradas. Somente pessoas que vivem em locais com grande concentração são predispostas a estas doenças.
O secretário de saúde da prefeitura de Tubarão, Roger Augusto Vieira e Silva, alerta que o contato com as cinzas para pacientes com doenças respiratórias pode trazer desconforto.

Continue lendo

Bastidores da política em SC: debates, candidatos e o eleitor

O medo do confronto Por que alguns candidatos estão fugindo dos debates? Seja no campo dos presidenciáveis, dos candidatos aos governos estaduais ou ao Senado,...

Pelo Estado Entrevista – Antídio Lunelli e Esperidião Amin

A Coluna inicia uma série de entrevistas com os candidatos aos cargos de Senador da República por Santa Catarina. Esta semana, a conversa foi com...

Lula liga para Trump e contesta justificativas para tarifaço contra o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (21), para discutir as tarifas impostas...

Horóscopo de hoje 21: veja as previsões para sexta-feira

IMAGEM IA NotisulTEMPO DE LEITURA: 3 minutos O horóscopo de hoje, sexta-feira, 21 de agosto de 2026, traz uma energia voltada para o encerramento...

PM registra prisões por tráfico e furtos no Sul de SC em 24 horas

FOTO PMSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos A Polícia Militar atendeu 151 ocorrências entre as 7h de quinta-feira (20) e as 7h desta sexta-feira...

Presidente do CIEE/SC vem a Tubarão para apresentar resultados e acompanhar formatura de jovens

FOTO CIEE/SC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos O presidente do Centro de Integração Empresa-Escola de Santa Catarina (CIEE/SC), Luiz Carlos Floriani, estará em Tubarão...

Pelo Estado – Gaeco deflagra operação de combate à fraude tributária 

 Nesta quinta-feira, 20, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação “Labirinto Fiscal”. A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de praticar crimes contra a ordem tributária e lavagem de capitais por meio da geração indevida de créditos de ICMS. Segundo a apuração, o esquema investigado estaria baseado no superfaturamento de insumos adquiridos por uma empresa fabricante de produtos junto a outra empresa vinculada ao mesmo núcleo empresarial, sediada em Manaus/AM. A estratégia teria sido utilizada para ampliar artificialmente os créditos tributários decorrentes das operações, gerando vantagens fiscais indevidas. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Fazenda, as irregularidades investigadas podem ter causado prejuízo superior a R$...

Operação apura fraude fiscal com prejuízo acima de R$ 500 milhões em SC

FOTO MPSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutosO Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20),...