Cinco mil alunos da Unisul retornaram às aulas práticas nesta segunda (15). Este é o inicio da etapa de retorno gradual às atividades sob o amparo do decreto nº 630 do Governo de Santa Catarina.

“Para viabilizar o retorno, foi necessário um bom planejamento, capacitação, orientação, comunicação, demarcação de áreas físicas, higienização dos nossos ambientes e aquisição de equipamentos de proteção individual. Todas as medidas e cuidados se tornaram imprescindíveis aos resultados projetados com sucesso”, disse o reitor Mauri Luiz Heerdt.

O professor Roberto Iunskovski observou que, nesta fase, retornaram 45 cursos, ofertados nos campi de Tubarão, Florianópolis e Palhoça, 300 unidades de aprendizagem e 265 professores.

“Esses alunos e docentes voltaram às aulas práticas, estágios e coletas de dados em pesquisas desenvolvidas em laboratórios para Trabalhos de Conclusão de Curso. São atividades eminentemente presenciais, realizadas em laboratórios, clínicas e demais ambientes de práticas”, pontua.

Ele acrescenta que existem protocolos rígidos de prevenção e cuidados com a saúde. “Sinalizações para delimitação da quantidade de pessoas nos ambientes, higienização e aferição de temperatura de todos que acessem às dependências da universidade, uso obrigatório de máscara e demais EPI’s conforme a indicação para cada atividade a ser desenvolvida”, detalha Iunskovski.

As aulas práticas são as que não puderam ser substituídas no formato digital, explica o coordenador do curso de Medicina Rodrigo Dias Nunes. “Houve preocupação com medidas de segurança, que seguiram as normas da vigilância sanitária e engenharia de segurança. Os alunos que não se sentissem confortáveis em retornar, não teriam essa obrigatoriedade, por entendermos que cada um deve avaliar seus próprios riscos e de seus familiares”, ressalta.

Nunes acrescenta que todo o aparato de apoio técnico e psicológico foi montado para melhor atender aos alunos, professores e colaboradores. “Os funcionários e professores também foram capacitados para esse retorno”, ressalta Nunes.

De acordo com a coordenadora do curso de Medicina de Tubarão, professora Maria Zélia Baldessar, os estudantes terão atenção especial durante a programação de retorno às atividades. “Estamos tomando todas as medidas preventivas necessárias contra o Coronavírus. É de nossa responsabilidade contribuir para a prevenção e evitar a disseminação do vírus, a fim de proteger a nossa comunidade acadêmica e a população”

Gabriel Reis, presidente do Centro Acadêmico do curso de Medicina, disse que está confiante no retorno às aulas. “Com o aval do governo, e do comitê da universidade, entendo que realmente seja viável. Sabemos dos risco envolvidos, porém depositamos confiança na organização das aulas e no feedback dos acadêmicos para que possamos passar pelas aulas práticas da forma mais segura e proveitosa possível”.

Outro curso que teve as aulas práticas suspensas e que retornou hoje, foi a Enfermagem, coordenado pela professora Liete Francisco Marcelino. “Retornamos com as aulas práticas no período noturno e os estágios curriculares obrigatórios no hospital e na Saúde Coletiva. Hoje o campus já ganhou vida com a presença dos estudantes e colaboradores”, alegra-se.

Liete conta que estive pela manhã com alunas no estágio da saúde coletiva na UBS do Santo Antônio de Pádua e outros grupos estiveram no Hospital Nossa Senhora da Conceição. “Pudemos desenvolver as atividades com segurança munidas dos EPIS necessários. Percebi que a população vai na UBS somente em casos necessários, o que demostra a preocupação com o cuidado para evitar contatos e desta forma estarem seguros de possíveis contágios”, ressalta Liete.

Os estudantes estão se sentindo felizes com o retorno, como relata a estudante da 9° fase, Ana Maria Fernandes. “Depois de longos 3 meses em casa, somos imensamente gratas por retornar às nossas atividades práticas, mas com o novo panorama que estamos tendo, a sensação é que tudo é novo. Percebemos que nós e a própria equipe de saúde tem o cuidado redobrado com toda questão de higienização pra segurança do próximo e a nossa”, afirma.

Ana Maria afirma que há uma preocupação pelo fato da população que realmente necessita de atendimento não procurar a unidade por medo da situação atual. “E por outro lado nos conforta, por muitos pacientes que não necessitam de atendimento imediato, aguardem com segurança em seus lares”, finaliza.