Tubarão 

Empresas de ao menos 74 países, incluindo o Brasil, foram alvos de ciberataques em “larga escala” nesta sexta-feira (12), segundo a empresa de segurança russa Kaspersky Lab. Os ataques afetaram hospitais públicos na Inglaterra e levaram a cancelamentos de atendimentos e redirecionamento de ambulâncias.

Os ataques usam vírus de resgate (ou “ransomware”), que inutilizam o sistema ou seus dados, até que seja paga uma quantia em dinheiro – entre US$ 300 e US$ 600 em Bitcoins, diz a Kaspersky. Ou seja, eles “sequestram” os dados e pedem uma recompensa. A empresa detectou 45 mil ataques em 74 países, em relatório divulgado na tarde desta sexta-feira. A maior parte dos ciberataques foi registrado na Rússia.

No Brasil, os ciberataques levaram várias empresas e órgãos públicos a tiraram sites do ar citando “medidas de prevenção”:

  • Petrobras
  • Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o Brasil
  • Tribunal da Justiça de São Paulo
  • Ministério Público de São Paulo

 

No Brasil

No Ceará, segundo a assessoria de comunicação regional do INSS, cerca de 90 agências receberam orientação para desligar todos os computadores, segundo a direção do instituto. Em Brasília, na sede, não foi informado o número de agências afetadas. Mas, por telefone, um servidor da comunicação do INSS confirmou a informação, e disse que não poderia passar mais informações, justamente, por estar sem acesso à web.

No Ceará, funcionários estão sem acesso ao sistema e foram informado de que houve um ataque à empresa Dataprev, no Rio de Janeiro. O órgão está mantendo a entrada de documentos e requerimentos físicos nas agências. Os usuários estão sendo orientados a reagendar o atendimento pelo número 135.

A superintendência regional da PF informou que acionou o serviço de inteliência para verificar extensão do problema. A Petrobras divulgou comunicado dizendo que, “ao tomar conhecimento de um vírus global, a empresa adotou medidas preventivas para garantir a integridade da rede e seus dados.”

Vírus de resgate

Os vírus de resgate são pragas digitais que embaralham os arquivos no computador usando uma chave de criptografia. Os criminosos exigem que a vítima pague um determinado valor para receber a chave capaz de retornar os arquivos ao seu estado original.

Quem não possui cópias de segurança dos dados e precisa recuperar a informação se vê obrigado a pagar o resgate, incentivando a continuação do golpe.

O jornal “The New York Times” diz que os ataques podem ter usado uma ferramenta chamada EternalBlue, que foi roubada da NSA, a agência de segurança nacional dos EUA. Segundo a Kaspersky, o vírus se espalha por meio de uma brecha no Windows, que a Microsoft diz ter corrigido em 14 de março. Mas usuários que não atualizaram os sistemas podem ter ficado vulneráveis.

Fonte: G1