Tatiana Dornelles
Tubarão

Com a quantidade de chuva dos últimos 16 dias, alguns bairros de Tubarão estão com problemas de alagamentos. Na sexta-feira, a rua Jayme Aguiar de Souza, no bairro São João, ficou repleta de água e um idoso teve que ser tirado da residência pelo Corpo de Bombeiros. Outras localidades ficaram na mesma situação, como São Martinho e Humaitá. Neste fim de semana, com a intensidade das chuvas, que não deram trégua, mais lugares da cidade ficaram praticamente debaixo d’água.

No bairro Vila Moema, a rua Venceslau Braz (do Fórum) estava alagada em diversos pontos, assim como várias estradas do bairro Recife. Nas proximidades da escola Maria Emília Rocha, o campo estava completamente alagado e a água chegava na metade da trave.

Em Humaitá, as ruas com acesso à rodoviária estavam intransitáveis na tarde de ontem devido aos alagamentos. Segundo uma moradora da localidade, no sábado a situação era ainda pior. Na Padre Geraldo Spettmann (rua da rodoviária), a quantidade de água na pista assustava os motoristas e muitos optavam por fazer o retorno.

No bairro Praia Redonda, o rio Seco já havia invadido o quintal da casa do motorista Sérgio Corrêa. Segundo ele, o problema do alagamento se deu devido à comporta do rio, que não travou e, por isso, espalhou água pelo terreno. “Para entrar e sair de casa, só mesmo de caminhonete. Mas já vi situações piores, como na década de 90”, relata Sérgio.

Conforme Augustinho Silva Mendes, morador da localidade (próximo à Passagem), a preocupação começa mesmo quando a situação no rio Tubarão está precária. “Acredito que o rio (Seco) tenha subido mais ou menos um metro. Entretanto, fica ainda pior quando enche demais o rio Tubarão, quando fica muito cheio”, conta Augustinho.

Durante todo o dia de ontem, inúmeras pessoas monitoravam o rio Tubarão, com medo de que uma nova enchente ocorra na cidade, que foi praticamente destruída pela força das águas em 1974.

Barranco e pedra desmoronam no KM 60 e assustam moradores
No KM 60, em Tubarão, sábado à noite, cerca de 80 moradores protestaram devido a alguns entulhos que bloqueavam a passagem da água em um riacho, que começava a subir e ameaçava invadir algumas casas. A Polícia Militar foi acionada. Por volta das 21 horas de sábado, no mesmo bairro, o pedreiro e comerciante Gelson Farias de Souza levou um grande susto: uma pedra rolou do morro atrás de seu estabelecimento e, por pouco, não atingiu a estrutura do prédio.

O mesmo ocorreu com Marlete Farias de Souza, vizinha de Gelson. Ela ouviu um estrondo e achou que a sua casa estivesse soterrada. Entretanto, o barranco ao lado da residência desmoronou sem atingir a sua casa. Por sorte, não houve feridos.