Wagner da Silva
Braço do Norte

Com o longo período de chuva – até agora foram 40 fins de semana seguidos de água – as famílias rurais, no Vale do Braço do Norte, são as mais prejudicadas. Em todas as cidades da região, o constante mau tempo dificulta até mesmo a manutenção das estradas. O resultado é ruas intrafegáveis e prejuízos já que a produção não pode ser escoada.

Em Braço do Norte, somente a estrada de acesso à comunidade do Pinheiral, onde há uma grande concentração de frigoríficos, áreas de produção agrícola e pecuária, foram realizadas mais de 30 manutenções, em 44 meses. “Não adianta trabalhar com este tempo. Precisamos de no mínimo dois dias de sol forte para iniciar os trabalhos. Não há previsão para executarmos os serviços”, lamenta o secretário de obras da prefeitura, Antenor José Pavei.

Na cidade de Rio Fortuna, a prefeitura prepara-se para agilizar os trabalhos de recuperação das estradas. “Os acessos ao interior do município estão horríveis. Temos fazer o máximo para não deixar as comunidades isoladas. Mas, com a chuva, fica tudo muito mais difícil. Para agilizar, improvisamos depósitos de areão em vários pontos da cidade para que tudo seja feito com mais rapidez assim que o tempo melhorar”, justifica o secretário de obras da prefeitura, Valdino Schuelter.

Em Santa Rosa de Lima, o trabalho feito anteriormente com um material de melhor qualidade tem mantido as estradas em boas condições. Apenas a limpeza precisa ser realizada periodicamente. “Mantemos as valas limpas para que não prejudique as estradas. Até o momento, o transporte escolar, por exemplo, não teve problema em nenhum dia. Estamos atentos à previsão do tempo e realizamos o monitoramento dos pontos mais críticos para minimizar possíveis ocorrências que possam surgir”, salienta o secretário de obras da prefeitura, Lourivaldo Schmitz.

O mesmo é verificado em São Ludgero, onde apenas os trabalhos prioritários são executados. “Não há como colocar as máquinas para trabalhar. Aliás, as estradas ficariam pior ainda”, argumenta o secretário de obras da prefeitura, Bertino Hobold.
Em Grão-Pará, cuja cidade tem histórico problema com as chuvas, não há informações de como estão as estradas de chão batido da cidade. O secretário de obras da prefeitura, Amilton Ascari, não foi localizado.