Fonte: Pixabay.com

Os brasileiros normalmente sabem pouco sobre a história da civilização chinesa, cujo surgimento se deu entre os anos 7000 a.C. e 5000 a.C. No entanto, ela tem despertado cada vez mais o interesse das pessoas e aparecido com maior frequência na cultura popular.

Recentemente, ganhou espaço na mídia a notícia de que foram descobertas tumbas das dinastias Sui e Tang na cidade de Xian, primeira capital da China, unificada durante 1100 anos. Arqueólogos esperam fazer diversas descobertas históricas com essas escavações.

Confira neste artigo mais informações sobre as descobertas em Xian e sobre como a cultura popular vem refletindo cada vez mais o fascínio que as pessoas estão desenvolvendo pela China e por seu legado cultural.

 

As relíquias de Xian e as tumbas que foram descobertas em meio a obras de metrô

Xian é uma cidade famosa por abrigar o Exército de Terracota, composto por esculturas construídas a pedido do imperador Qin Shi Huang e que datam de cerca de 2.200 anos atrás, simbolizando o poder da cultura chinesa. Para quem visita essa cidade, ir até o local em que se encontram essas estátuas é obrigatório, já que essas relíquias são consideradas um dos maiores tesouros da humanidade.

A cidade de Xian é conhecida por ter abrigado diversas dinastias chinesas, portanto, qualquer obra que seja feita no local precisa de um levantamento arqueológico. Milhares de tumbas, que estão sendo analisadas por mais de mil arqueólogos, foram descobertas recentemente nas obras da construção de um metrô. O que se sabe, por enquanto, é que elas pertenceram às dinastias Sui e Tang entre os anos 581 e 907.

De acordo com dados divulgados, foram encontradas até então mais de 3500 tumbas e 4600 artefatos históricos que podem ser fundamentais para que se possa ter mais informações sobre o período que se estende desde a origem da China até a última dinastia imperial Qing.

 

Desenvolvimento econômico tem levado à presença cada vez maior da China na cultura popular

A China tem se destacado muito nos últimos anos por conta de seu desenvolvimento econômico, o que vem despertando já a algum tempo o interesse de empresários brasileiros a buscar parcerias com esse país. A superpotência é inclusive um dos principais destinos das exportações que saem de Santa Catarina, podendo ser mencionado como exemplo de produto a carne suína, já que 60,4% dessa mercadoria são enviados para o país asiático. Com o crescimento intenso de sua economia, o país entrou inclusive no ramo da exploração espacial, tendo recentemente enviado uma missão não tripulada para a Lua, retirando, assim, o protagonismo dos Estados Unidos e da extinta União Soviética nessa área.

Toda essa evolução levou a uma admiração pela cultura chinesa por parte dos ocidentais, algo que tem estado cada vez mais em evidência em livros, filmes e jogos, possibilitando, assim, que o conhecimento sobre a história da China seja popularizado. A inclusão dessa temática é importante não somente para enriquecer as pessoas culturalmente, mas também para trazer elementos novos e aumentar o nível de entretenimento oferecido.

Um dos livros que inaugurou a inclusão da história da China como elemento central em seu enredo é “1421: o ano em que a China descobriu o mundo”, escrito por Gavin Menzies e que está disponível para compra na Amazon. Ele menciona a tese de que navios chineses, sob o comando do almirante Zheng He, podem ter chegado à América 70 anos antes de Cristóvão Colombo. Embora essa tese não seja aceita por muitos historiadores, o livro permanece como campeão de vendas, e evidências dos possíveis descobrimentos chineses continuam surgindo. Um exemplo disso é a reprodução de um mapa chinês de 1418 que foi descoberto em 2006 e que já contava com os cinco continentes.

Além do setor de literatura, o ramo dos jogos também costuma se utilizar da história da China Antiga para oferecer entretenimento aos fãs dessa temática. É esse o caso da indústria de cassinos online. Sites de jogos de cassino online como a Betway, por exemplo, oferecem, além de outros jogos, caça-níqueis como Emperor of the Sea, repleto de referências a dragões e outros símbolos chineses que devem ser combinados para gerar um prêmio, e Huangdi –The Yellow Emperor, que tem como símbolo o imperador chinês Huangdi, tido como uma espécie de divindade no país asiático.

Quando se fala em filmes que mencionam a fundo a história da China, um dos que merecem ser mencionados é O Último Imperador, longa de Bernardo Bertolucci sobre o último reinado da dinastia Qing. Embora seja da década de 1980, a produção ainda é frequentemente reexibida, como aconteceu na seleção de clássicos do 47º Festival Sesc Melhores Filmes no ano de 2019. Também é possível encontrar o longa para assistir online através da plataforma de streaming Looke.

A China chegou onde está hoje, sendo considerada uma das principais representantes da economia mundial, também por conta de sua cultura milenar. A descoberta dessas tumbas ajuda a entender mais sobre a história oriental e certamente possibilitará a ampliação dos nossos conhecimentos acerca da origem da humanidade.

 

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