Brasília (DF)

O preço dos gêneros alimentícios que compõem a cesta básica subiu em junho em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O resultado foi divulgado ontem.

As maiores elevações ocorreram em Goiânia (10,6%), Brasília (6,4%), Rio de Janeiro (5,9%) e Salvador (5,3%). Os preços caíram em duas capitais: Vitória (-1,1%) e Fortaleza (-0,3%).
Os preços mais altos para o conjunto de alimentos básicos foram apurados em Porto Alegre (R$ 246,72) e São Paulo (R$ 245,24). Os mais baixos, em Aracaju (R$ 191,75) e Salvador (R$ 185,53).

Para um trabalhador que recebe salário mínimo, a jornada necessária para comprar a cesta básica, na média das 16 capitais pesquisadas, é de 115 horas e 25 minutos, quase quatro horas a mais que o necessário em maio: 111 horas e 8 minutos. Em junho de 2007, a jornada necessária era de 91 horas e 33 minutos.
Entre os gêneros cujos preços subiram, o arroz foi o destaque – teve elevação em todas as capitais, em especial em Aracaju (45,40%), Salvador (31,91%) e Rio de Janeiro (24,55%).

A carne ficou mais cara em 15 capitais: Goiânia (14,99%), Curitiba (10,51%) e Rio de Janeiro (9,74%). A única redução foi observada em Fortaleza (-1,99%).
O Dieese estima que o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 2.072,70 (4,99 vezes o valor do salário mínimo atual).