A mamãe Camila Mendonça Marques teve Vinícios há um mês. A vontade era tê-lo por meio de parto normal, mas teve que enfrentar uma cesariana
A mamãe Camila Mendonça Marques teve Vinícios há um mês. A vontade era tê-lo por meio de parto normal, mas teve que enfrentar uma cesariana

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Dar à luz por meio de cesariana tem cada vez mais a preferência das mamães. Desta forma, é menor o número de grávidas que optam pelo parto normal. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, em todo o Brasil, em 2010, pelo menos 52% dos partos foram cirúrgicos. 
 
A vendedora Camila Mendonça Marques, 23 anos, de Tubarão, é mãe de Vinicius Marques Scarabelot, de um mês. Diferente do que havia planejado, a jovem precisou ser submetida a um parto cirúrgico. “Eu queria parto normal, por causa da recuperação mais rápida, mas não houve dilatação e fizeram a cesariana”, conta a mamãe de primeira viagem. 
 
Para os incentivadores, o parto normal representa respeito ao corpo feminino. O Hospital Nossa Senhora da Conceição abraçou esta causa, inclusive tem o título de Hospital Amigo da Criança. “Apoiamos os partos normais. Além de ser mais seguro, tem uma recuperação mais rápida”, argumenta a enfermeira coordenadora do Banco de Leite, Glória Barcelo Cardoso da Rosa. 
 
Por outro lado, há quem defenda a o parto cirúrgico. Para o médico ginecologista e obstetra Danilo Don Braga, a cesariana pode é um ato de comodidade para a mulher. “Neste tipo de parto, a mulher tem a possibilidade de saber exatamente a hora que a criança vai nascer”, revela o médico. 
 
Segundo o médico, a maioria das mulheres já chega no consultório demonstrando a vontade de ter cesariana. E Danilo garante que hoje o procedimento não traz grandes complicações ao corpo da mulher como antes. “O corte da cesária pode ser escondido atrás do menor biquíni”, exemplifica. 
 
Hospital Amigo da Criança
Para que um hospital consiga o título de Amigo da Criança, algumas alterações devem ser feitas na rotina da instituição. No Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, por exemplo, foi retirado o berçário, com o intuito de deixar a criança 24 horas com a mãe. Na instituição, também foi incentivada a amamentação e criado um banco de leite. “Fizemos também um disque amamentação, para auxiliar as mães que já deixaram o hospital”, conta a enfermeira coordenadora do Banco de Leite, Glória Barcelo Cardoso da Rosa. Os bicos e mamadeiras também estão proibidos no local.
 
Pode haver problemas…
Apesar de ser a primeira opção de muitas mulheres e a garantia de complicações mínimas, o Ministério da Saúde adverte que pode haver sim problemas em caso de cesariana. As eletivas são as que podem apresentar mais complicações, já que a mãe escolhe o dia do nascimento do bebê, sem ser necessário que a mulher entre em trabalho de parto, o que pode acarretar em problemas na saúde da criança, sobretudo respiratórios.