As comunidades de Barracão, Brusque, Rio das Furnas e Rio Pinheiros (foto) são as mais atingidas. Nestes locais, a prioridade é abrir as estradas para que os agricultores não percam o que sobrou de suas plantações.
As comunidades de Barracão, Brusque, Rio das Furnas e Rio Pinheiros (foto) são as mais atingidas. Nestes locais, a prioridade é abrir as estradas para que os agricultores não percam o que sobrou de suas plantações.

Orleans

Aos poucos, a secretaria de obras da prefeitura de Orleans consegue recuperar as estradas danificadas pelas fortes chuvas da semana passada. Pelo menos 30% da área atingida está trafegável. Na comunidade de Rio Pinheiros Baixo, onde vivem aproximadamente 200 famílias, as estradas gerais já foram liberadas. Os acessos secundários, contudo, ainda estão obstruídos.

Em Rio Pinheiros Alto, a principal rua também está liberada para o tráfego de veículos. “A situação ainda é precária, mas vai melhorar nos próximos dias. Isso se não voltar a chover”, torce o secretário de obras, Dija Pavei. Por conta dos grandes estragos em quase todo o município, a prefeitura precisou terceirizar máquinas particulares para acelerar a recuperação das principais vias.

Há pressa em fazer isso porque muitos agricultores não têm como escoar as suas produções. Isto pode acarretar ainda mais prejuízo às famílias rurais. As pontes e pontilhões nas comunidades interioranas ainda estão danificadas.

São Ludgero e Jaguaruna pleiteiam ajuda na esfera federal
Os representantes dos municípios catarinenses atingidos pelas últimas cheias seguem à procura de alternativas, em Brasília, para cobrir os danos causados e investir em prevenção. Ontem, foi vez dos prefeitos de Jaguaruna, Inimar Felisbino Duarte (PMDB), e de São Ludgero, Ademir Gensing (PMDB), buscarem auxílio no Ministério da Integração Nacional.

Os dois foram auxiliados pela equipe da Secretaria de Articulação Nacional (SAN). Em São Ludgero, serão necessários R$ 2,7 milhões para reconstrução da cidade. Já em Jaguaruna, a preocupação é com a prevenção. “Precisamos viabilizar o projeto para a dragagem dos 32 quilômetros do Rio Urussanga, urgentemente”, reivindica Inimar.

A proposta do secretário Acélio Casagrande foi reunir os nove municípios cortados pelo rio para, juntos, angariarem os cerca de R$ 500 mil necessários à elaboração do projeto de desassoreamento.