Wagner da Silva
São Ludgero

Auxiliar crianças em situação de risco e oferecer um futuro a elas é uma tarefa árdua, mas que traz grande satisfação e benefícios a toda a sociedade que luta por um mundo melhor e mais digno. Para colaborar neste aspecto, o projeto do Centro de Educação e Cidadania (CEC), idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos a Crianças e Adolescentes (CMDCA) e Conselho Tutelar de São Ludgero, saiu do papel. O local será oficialmente inaugurado na próxima quinta-feira.

A instituição, instalada no antigo seminário do município, é gerenciada pelo CMDCA. Após cinco anos de persistência para a implantação do projeto, os trabalhos iniciaram em abril deste ano. Neste período, a entidade já recebeu investimento de R$ 150 mil, através do Instituto Souza Cruz. O dinheiro foi utilizado para equipar o CEC, casa da sala de informática.

Hoje, o centro tem oito colaboradores que atendem 80 crianças, com idades entre 6 e 15 anos. Elas participam de oficinas de dança, artesanato, informática, música, além de aulas de educação física e acompanhamento de psicóloga e pedagoga, com reforço escolar. As crianças permanecem na instituição até o início da aula e recebem alimentação e banho. “Há profissionais empenhados em ajudar estas crianças. Conseguimos equipar as salas e mostrar tudo isso para a comunidade é muito importante para nós”, valoriza a coordenadora do CEC, Márcia da Silva Lunardi.

Comprometimento das equipes de profissionais
e professores fazem a diferença na entidade

As equipes de profissionais e professores que atuam no Centro de Educação e Cidadania (CEC) de São Ludgero são o que fazem a diferença. Nada de comodismo. Todos querem fazer algo a mais e empenham-se ao máximo para isso. Um exemplo é o professor Daniel Buss. Ele foi contratado para as aulas de educação física e, como também é músico, resolveu tomar a iniciativa e apresentou um projeto para ensinar as crianças em suas horas de folga.

Músico há 12 anos, Daniel resolveu fazer o “seu a mais”. Enquanto os instrumentos não chegaram (foi feita uma licitação, tudo conforme manda o figurino), o grupo improvisava com latas e tampas de panela mesmo. “Meu objetivo é mostrar para eles o prazer que a música traz. Quando começamos com as latas, foi muito legal. Mesmo sem recursos, eles vinham empolgados para aprender o ritmo das músicas”, emociona-se o professor.

As aulas são oferecidas duas vezes por semana, nos dois períodos de funcionamento do centro. O objetivo principal não é criar músicos, e sim ensinar as crianças a tornarem-se cidadãos responsáveis. “Não importa se sairá um novo ídolo daqui, o que importa é que saiam todos cidadãos de bem”, valoriza Daniel.