Amanda Menger
Tubarão

Os estudantes da rede estadual de ensino retornam às aulas na próxima terça-feira. Porém, para os alunos das escolas Fábio Silva, no bairro Fábio Silva, e Célia Coelho Cruz, no São João margem esquerda, ambas em Tubarão, o início do ano letivo ainda será em salas de aula improvisadas. As obras nas duas instituições só deverão ficar prontas no fim deste semestre.

“A previsão é que sejam inauguradas em junho e no retorno do segundo semestre os alunos possam ter aulas nas novas unidades. Na escola Fábio Silva, as obras seguem o cronograma. Na Célia Coelho Cruz, a previsão inicial era entregar em fevereiro, mas teve alguns problemas no início da construção e, por isso, atrasou”, explica o gerente de infraestrutura da secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão, Léo Goularte.

As obras na Célia Coelho Cruz começaram efetivamente em abril, após a SDR dar um ‘ultimato’ à construtora, uma vez que a ordem de serviço tinha sido liberada em fevereiro. “Mas no início dos trabalhos foi verificado um problema com o estaqueamento. Era preciso fazer mais do que o esperado, inclusive, teve um aditivo de valores na execução”, afirma Léo.

No São João, as obras começaram do zero, é um novo prédio, já que o antigo foi demolido em 2007 depois de ter sido interditado pelas péssimas condições. Enquanto a construção não é concluída, os alunos continuam no Clube Cerâmica. O local abriga ‘provisoriamente’ a escola desde maio de 2006.
Na escola Fábio Silva, as obras compreendem a construção de sete salas de aula e a reforma de uma área de 602 metros quadrados. Desde 2007, os estudantes têm aulas na Escola de Ensino Básico João XXIII, no bairro Passagem.

Pagamento do piso ainda é incerto

O pagamento do piso nacional de R$ 1.020,00 aos professores da rede estadual é uma incógnita. Os deputados estaduais aprovaram no fim do ano passado uma emenda no orçamento do estado para que o governo faça ajustes na ordem de R$ 12,1 bilhões para o pagamento do piso. Contudo, até o momento, a secretaria de estado da educação não sinalizou a partir de quando fará o repasse aos professores.

“O governo nega-se a discutir reajustes salariais. Procuramos marcar audiências e até agora não obtivemos nenhuma resposta positiva”, conta a coordenadora estadual do Sindicato do Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, Joaninha de Oliveira.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar o piso nacional como vencimento básico, os sindicatos dos professores querem que o governo federal proponha mudanças na lei que define o piso. “Queremos que o governo mude a lei. Considerando piso como vencimento, não há ganhos reais. O estado argumenta que, juntando o básico de R$ 509,00 para professores com 40 horas, com abonos e prêmio Educar, ele já paga o piso nacional”, observa Joaninha.

Na próxima semana, o secretário estadual de educação, Paulo Bauer, será convocado a dar explicações na assembleia legislativa. “Ele terá que explicar como pagará o piso. O prazo limite era janeiro e, até agora, não tem nada resolvido. O governador do Piauí, que é bem mais pobre que Santa Catarina, já anunciou que pagará o piso e mais as gratificações. É inadmissível que o estado não pague o salário de R$ 1.020,00 e as outras bonificações”, afirma o deputado estadual Pedro Uczai (PT).

Tubarão
O prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini (PSDB), anunciou no início de janeiro que o município adotará o piso nacional para o pagamento dos professores.