A partir do próximo dia 11, as celebrações nas Igrejas Católicas da Diocese de Tubarão estarão abertas para a participação dos fiéis. Porém, a decisão somente será permitida com uma série de medidas que devem ser adotadas.

Uma delas é que haverá uma limitação de 30% da capacidade de cada igreja. Desde o início da pandemia da Covid-19 todas as missas são realizadas sem público, somente por transmissões via-Internet.

“A situação que vivemos atualmente não permite um retorno à normalidade de antes, portanto requer que cada um de nós adequemos de modo criativo a essa nova realidade”, enaltece o bispo da Diocese de Tubarão, Dom João Francisco Salm.

O bispo ressalta que a partir da festa de Corpus Christi, a ser celebrada no dia 11 deste mês, quem se sentir em condições de saúde e com disposição de adotar as medidas necessárias de proteção, poderá participar das celebrações na igreja.

A igreja, por meio do bispo diocesano, continua deixando suspensa a obrigação dos católicos de participarem da missa presencialmente, mas adotou essa abertura. No entanto, algumas regras devem ser seguidas.

Uma delas é o uso de máscaras e a higienização das mãos, isso é obrigatório. “Quem for do grupo de risco priorize o isolamento social. Com isso está claro de que o preceito dominical de todo o católico participar da celebração da missa está dispensado ainda neste período”, reafirma Dom João.

Limitações de fiéis
Todos os templos que são Igreja Matriz – são 28 paróquias na Diocese de Tubarão e cada uma tem sua igreja – poderão ter a celebração das missas com a presença do povo, mas com todos os cuidados para que não ocorra contágios.

Haverá uma limitação de 30% da capacidade da igreja. Então, em uma que comporta 100 pessoas, poderá ter no máximo 30. Onde há espaço para mil fiéis, poderá ter 300, por exemplo. Porém isso se as condições permitirem.

Existem igrejas em que não será possível colocar os 30% em função da dificuldade de acessos, talvez poucas portas, entre outros aspectos. Segundo determinação do bispo, cada padre, depois, juntamente com o Conselho Paroquial de Pastoral, deverá decidir qual o melhor momento para voltar às celebrações também nas comunidades.

Igrejas que forem muito pequenas, mas têm um salão paroquial maior, onde as pessoas podem sentar-se com mais distância, é solicitado que as celebrações sejam feitas nesses salões para evitar aglomerações dentro das igrejas.

Atenção às mudanças de hábito dos padres e a comunhão
Dom João coloca uma série de recomendações baseadas no que as igrejas em nível de Brasil têm feito e orientado os bispos, inclusive com normas para os padres, como preparar o altar e os objetos utilizados na missa. Na sacristia não será permitida a entrada de outras pessoas, somente o padre.

Tudo o que é utilizado na missa, os chamados vasos sagrados, só o padre deve manusear, quando for distribuir a comunhão deve estar usando máscara. Um aspecto muito interessante que o bispo avisa é que não haja troca de diálogos durante a distribuição da comunhão. O padre não irá dizer ‘Corpo de Cristo’ para cada um dos fiéis, antes de ele sair do altar vai falar para todos comunitariamente.

Também não haverá coroinhas e ministros da sagrada comunhão eucarística, assim como outros padres. Não ocorrerá a distribuição de livros de cantos, de folhetos e demais materiais gráficos.

Nas portas das igrejas pessoas distribuirão álcool em gel para todos usarem antes de entrar. Dentro, o fiel só poderá tirar a máscara para receber a comunhão e colocá-la imediatamente após ter comungado.

Durante o canto das apresentações das oferendas, quando é comum as pessoas oferecerem donativos em dinheiro, essas ofertas não serão entregues durante a celebração, mas quando as missas terminarem. Equipes de coleta estarão nas portas para receberem os donativos.