Com os objetivos de aumentar a qualidade e reduzir o custo da energia elétrica distribuída aos associados/consumidores, a Cegero e a Cerbranorte irão executar conjuntamente o projeto de uma rede de distribuição de 138 kV, em circuito duplo, trifásico, com investimento previsto de R$ 60 milhões e 30,3 quilômetros de extensão até a conexão na subestação Tubarão Sul, ligando ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Uma reunião foi realizada na manhã desta segunda-feira (22) em Braço do Norte, com os presidentes das cooperativas, membros de diretoria e equipe técnica para oficializar o edital de contratação da empresa para executar a obra. As empresas interessadas terão o prazo de 23 de novembro a 10 de janeiro para apresentarem as propostas.

O comunicado oficial da empresa vencedora será anunciado até o dia 31 de janeiro de 2022. O contrato deve ser assinado na primeira quinzena de fevereiro e o prazo para entrega da obra será de 15 meses. A Cegero e a Cerbranorte desejam que as linhas entrem em operação até o dia 01 de junho de 2023. As empresas devem estar habilitadas e homologadas pela Celesc para construção das linhas ou atestar que tenham realizado obras desse nível de tensão nos últimos 5 anos. Além disso, precisam comprovar suficiência técnica e econômica para realização da obra através de balancetes, certidões entre outros.

Segundo o Coordenador de Administração e Regulação da Cegero, Flávio Schlickmann, o estudo de conexão à rede básica iniciou em 2018. “Num primeiro momento, a intenção seria fazer a conexão numa linha de 525 kV, que está sendo construída e deve cruzar a região de São Ludgero e Braço do Norte. Porém, os estudos demonstraram a inviabilidade da conexão nesse nível tão alto de tensão. Foi então que surgiu a informação que uma subestação de 230 kV (Subestação – SE Tubarão Sul) estaria sendo construída até 2022 na região entre Tubarão e Treze de Maio, e que essa sim poderia viabilizar o acesso a rede básica, proporcionado mais segurança e economia ao fornecimento de energia da Cegero e também da Cerbranorte sendo, portanto, uma alternativa adequada de expansão a longo prazo para as Cooperativas, haja vista que as tarifas de uso do sistema elétrico passam a ser mais econômicas do que os atuais contratos”, explica.

É importante ressaltar que, atualmente, a Cegero paga o transporte da energia para a Celesc, proprietária da linha que abastece tanto a Cegero quanto a Cerbranorte. “Após nos conectarmos na rede básica, as Cooperativas deixam de pagar esse custo a Celesc e passam a ser as proprietárias da sua própria linha, conectada diretamente, o que significa um custo de transporte muito menor. Apesar de passarmos a ter, a partir daí, os custos de operação e manutenção da nossa própria linha, ainda assim, estimamos, só para a Cegero, uma redução de custos na ordem de R$ 4 milhões por ano”, informa o Coordenador Econômico e Financeiro da Cegero, Adilson Soethe. Ele completa esclarecendo que o custo de construção da linha está em torno de R$ 60 milhões, sendo a metade (R$ 30 milhões) pago pela Cegero e a outra metade pela Cerbranorte. “A Cegero hoje não possui todo o recurso necessário em caixa e deve recorrer ao mercado financeiro para pagar o investimento. Porém, pela estimativa de redução de custos, por volta de R$ 40.000.000,00 em aproximadamente 10 anos, só pelo lado da Cegero, o retorno do investimento acaba sendo rápido, o que viabiliza a obra. Estimamos que a redução de custos gerados por essa linha, oportunize para a Cegero uma redução tarifária média de aproximadamente 7% aos consumidores”, detalha Adilson.

Com relação ao aspecto técnico a obra busca garantir o fornecimento de energia para as próximas décadas, além de melhorar a qualidade e confiabilidade do fornecimento de energia elétrica. “A linha que hoje alimenta tanto a Cegero quanto a Cerbranorte, está chegando na sua capacidade máxima, e em breve teria que ser ampliada pela Celesc. Além disso, nos últimos meses temos sofrido constantes oscilações de tensão e interrupções no fornecimento de energia em função de falhas na linha da Celesc, o que seria resolvido com o investimento na nossa própria linha”, explica o Coordenador e Engenheiro Elétrico e Responsável Técnico da Cegero, Adriano V. Maurici. Ele detalha que a conexão na rede básica, em 230 kV, na parte de qualidade está ligada ao nível de tensão que principalmente nos meses de verão tem apresentado problemas. “Já a confiabilidade está relacionada a interrupções de energia, principalmente de curta duração, que acabam gerando inúmeros transtornos aos consumidores, principalmente os industriais que dependem de um fornecimento de energia continua e estável”, ressalta.

Para o presidente da Cegero, Francisco Niehues Neto, o Chico, que tem acompanhado de perto todo o processo, a construção da linha e conexão à rede básica se mostrou fundamental para o futuro de ambas as Cooperativas. “Há alguns anos, mais precisamente em 2008, os associados da Cegero tiveram que decidir sobre outro grande investimento, a construção da subestação de 138kV. A obra teve um custo aproximado de R$ 8 milhões e foi essa importante decisão que garantiu a qualidade e continuidade do fornecimento nos últimos anos, permitindo ainda que a Cegero pudesse estar entre as tarifas mais baratas do Brasil na atualidade. Agora o mesmo ocorre com a construção dessa linha. Será uma obra importante tanto para os associados da Cegero, quanto da Cerbranorte. Não podemos esquecer que o nosso negócio é distribuir energia elétrica, e essa deve ser a prioridade para ambas as Cooperativas. É somente por meio da distribuição de energia elétrica com qualidade, confiabilidade e tarifas equilibradas, que as coisas acontecem e o propósito de ambas é concretizado. Sem esse “dever de casa” feito, nada mais ocorre, em especial os projetos e ajudas sociais. Ademais, os associados precisam entender que estamos falando numa economia aproximada de R$ 8 milhões por ano para a região, somando a redução de custos/tarifarias das duas Cooperativas. São R$ 8 milhões por ano que serão reinvestidos na economia dos dois municípios atendidos pelas Cooperativas”, pontua o presidente da Cegero.

Ainda sobre a parceria com a Cebranorte, o presidente Chico declara estar feliz em poder promover o 6º Princípio do Cooperativismo, que é a intercooperação, com coirmã Cerbranorte, e parabeniza todos os envolvidos no processo de concepção do projeto e agora na parte que trata do edital e contratação da empresa. “Estamos todos focados em fazer o melhor pelas Cooperativas e seria muito difícil e inviável para uma cooperativa realizar o investimento sozinha. Como as subestações tanto da Cegero como da Cerbranorte ficam no mesmo local, dividir os custos do projeto, das indenizações, das estruturas da linha e da própria operação é a melhor opção, principalmente para os associados de ambas as cooperativas”, enfatiza.

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Fonte: Cegero e Cerbranorte