Florianópolis

No ano passado, 554 bebês foram diagnosticados com sífilis congênita. O número representa um aumento significativo de 13,5% em relação aos 488 novos casos de 2015. Destes, 34 morreram e 18 foram abortados.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a situação poderia ser amenizada se a gestante e o parceiro sexual recebessem o tratamento adequado, desta forma, a criança nasceria sem sífilis.

Conforme os representantes da Dive, a maior parte dos casos de sífilis congênita ocorreu na Grande Florianópolis, 156. Na região, foi registrado também o maior número de casos de sífilis em gestantes, 286. Ao todo, no último ano, 1.380 grávidas receberam o diagnóstico de sífilis, 90 a mais que no ano anterior.

Prejuízos ao bebê

As gestantes devem ficar alerta, no caso de diagnóstico de sífilis, pois a infecção pode provocar má formação do feto e aborto. Depois do nascimento, o bebê com sífilis tem elevado risco de morte, segundo o órgão. A doença pode se manifestar como pneumonia ou uma infecção generalizada, feridas no corpo e nas mucosas do nariz e da boca, conforme a Dive.

Além disso, outras manifestações poderão surgir semanas ou meses depois do nascimento, como cegueira, problemas ósseos, surdez, hidrocefalia ou deficiência mental. “O pré-natal eficiente é fundamental e decisivo para tratar a gestante e salvar a vida desses bebês”, destacou a gerente de vigilância das DST/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC, Dulce Quevedo.

Fonte: G1/SC