Rafael Andrade

São Ludgero

A Secretaria de Saúde da prefeitura de São Ludgero vai emitir, na tarde desta quinta-feira (27), um comunicado oficial descartando qualquer suspeita ou caso de paciente infectado com o coronavírus na cidade. Segundo a secretária Nilva Schlickmann Pickler, não houve qualquer procura nos postos ou registro na Vigilância Epidemiológica.

Um possível caso veio à tona, mas a suspeita é que o paciente seria de São Paulo (SP), mas com parentes em São Ludgero, e passou pelo município e por Laguna no Carnaval e teve contato com diversas pessoas. O Portal Notisul conseguiu confirmar que este possível infectado está isolado na capital paulista e o exame laboratorial, que pode confirmar ou descartar o caso, sai no fim da tarde desta quinta. Esta pessoa, uma mulher (jovem), que é de São Ludgero, estava no exterior e chegou de viagem há poucos dias, está com gripe e os médicos paulistanos, por precaução, decidiram pelo exame da doença que tem matado milhares de pessoas, principalmente na China.   

 

O Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (nCoV-2019) foi descoberto em 31 de dezembro do ano passado, após casos registrados na China. Os primeiros coronavírus humanos foram identificados em meados da década de 1960. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Os tipos de coronavírus conhecidos até o momento são:

Alpha coronavírus 229E e NL63;

Beta coronavírus OC43 e HKU1;

SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS);

MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS);

nCoV-2019: novo tipo de vírus do agente coronavírus, chamado de novo coronavírus, que surgiu na China em 31 de dezembro de 2019.

Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

Sintomas

Os sintomas mais comuns entre os pacientes hospitalizados foram febre, tosse e falta de ar. Dores musculares e de cabeça, bem como confusão mental, irritação na garganta e desconforto no peito também foram observados.

Detecção do Vírus

Para avaliar se é um caso de coronavírus, o profissional de saúde deverá coletar duas amostras respiratórias. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).

As amostras devem ser encaminhadas com urgência para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) para o chamado exame de exclusão. No caso de Santa Catarina, os exames são realizados em Florianópolis. O LACEN/SC está equipado e capacitado para realizar detectar os vírus respiratórios como Influenzas e Rhinovirus.

Pelo protocolo adotado pelas organizações de saúde, caso apresentemos resultados negativos desses exames, as amostras seguem para os laboratórios de referência para realização de análise de metagenômica, que identificará ou não o novo coronavírus. Se for identificado um caso mais simples, como por exemplo, Influenza B, o caso é logo descartado.

Os laboratórios de referência nacional são: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-RJ), Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará.

Medidas de Prevenção

lavar as mãos com água e sabão com frequência

evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas

evitar contato próximo com pessoas doentes

ficar em casa quando estiver doente

cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo

limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência

O consumo de produtos de origem animal crua ou mal cozida deve ser evitado. Carne crua, leite ou órgãos de animais devem ser manuseados com cuidado, para evitar a contaminação cruzada com alimentos não cozidos, conforme boas práticas de segurança alimentar.

Casos Suspeitos

Se enquadram como caso suspeito do novo coronavírus, aqueles de pacientes que apresentem febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório, como falta de ar, e que tenham viajado para a China nos últimos 14 dias.

Além disso, também podem ser considerados casos suspeitos os das pessoas que tenham histórico de contato próximo com alguém que esteja com suspeita da doença e também tenham tido contato próximo com caso confirmado do novo coronavírus.

Ao apresentar essas características, o paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima de casa e relatar os sintomas e histórico de viagem ou contato próximo com pessoa que esteve na China nos últimos 14 dias ao profissional de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, se confirmada a suspeita, o profissional de saúde dará início às medidas previstas no plano de contingência para atendimento de caso suspeito do novo coronavírus, como colocação de máscara cirúrgica no paciente para evitar a transmissão da doença, além de isolamento deste na unidade de saúde.

Formas de Transmissão

O novo coronavírus é capaz de infectar humanos e pode ser transmitido de pessoa a pessoa por gotículas respiratórias, por meio de tosse ou espirro, pelo toque ou aperto de mão ou pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido então de contato com a boca, nariz ou olhos.

Tratamento

Os cuidados serão realizados pela equipe de saúde de acordo com a gravidade do caso.