Até as 19 horas de ontem, Jarrão não havia apresentado a sua defesa junto ao TCE. Desde que o caso veio à tona, ele refuta as acusações e garante ser inocente. Cynara nunca quis se manifestar.
Até as 19 horas de ontem, Jarrão não havia apresentado a sua defesa junto ao TCE. Desde que o caso veio à tona, ele refuta as acusações e garante ser inocente. Cynara nunca quis se manifestar.

Zahyra Mattar
Tubarão

Não há nem mesmo uma perspectiva de prazo para o parecer da Polícia Civil quanto ao inquérito aberto para apurar as acusações que pesam sobre o vereador Geraldo pereira (PMDB), o Jarrão, e a servidora do legislativo Cynara Guimarães Antunes.
Ambos foram denunciados por mau uso do dinheiro público em uma viagem feita ao Recife, em julho deste ano. O caso veio à tona em agosto, em uma reportagem feita pelo Fantástico, da Globo. Jarrão e Cynara estavam na praia supostamente no mesmo horário do curso parlamentar que deveriam participar.

Ocorre que o delegado responsável pela investigação, Carlos Diego de Araújo, ainda não teve acesso ao material bruto que originou a reportagem. “Entramos com um pedido de mandado na justiça para ter acesso às gravações. Não há como analisar o material já editado. Somente após isso será marcada a oitiva com o jornalista (Giovani Grizotti), responsável”, antecipa Diego.

Todos estes passos serão dados pelo substituto de Diego. Ele assume a Delegacia de Polícia Civil de Garopaba na próxima terça-feira. No Ministério Público de Tubarão, conforme o Notisul já antecipou na última semana, as diligências ordenadas pelo promotor Fábio Fernandes de Oliveira Lyrio ainda não foram finalizadas. Logo, levará mais algum tempo para que um parecer a respeito do caso seja emitido.

Tribunal de Contas do Estado

A investigação paralela aberta pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC), também para apurar as denúncias contra o vereador Geraldo Pereira (PMDB), o Jarrão, e a servidora Cynara Guimarães Antunes, prossegue.

Ambos foram citados para apresentar as suas respectivas defesas junto ao tribunal. O prazo para isso terminou ontem. Até as 19 horas, Jarrão e Cynara não haviam protocolado nada pessoalmente no tribunal. Sejam suas defesas, seja um pedido de prorrogação de prazo.

Contudo, é possível que tenham enviado pelos Correios, o que é considerado válido mesmo que a correspondência chegue nos próximos dias. Após a análise das defesas, pela área técnica do TCE, um parecer é emitido e enviado ao Ministério Público.
A decisão do MP, então, volta ao TCE, para votação. Com ou sem a apresentação da defesa, o passo-a-passo não muda. O que pode ser alterado é o resultado final da ação.

Caso eles sejam considerados culpados de alguma das irregularidades, podem, por exemplo, ser obrigados a devolver o dinheiro gasto na viagem (R$ 4.300,82) e pagar multa.