No fim de Março, Casal catarinense tenta voltar ao Brasil após Colômbia fechar fronteiras por causa do coronavírus

O casal de Rio do Sul, Franciele e Eduardo Neves que está na Colômbia tentando voltar para casa conseguiu o salvo-conduto para poder andar livremente no país e providenciar a volta ao Brasil.

Depois de muita conversa com a embaixada do Brasil na Colômbia, eles receberam a notícia de que haverá um voo para o Brasil saindo de Bogotá até São Paulo no próximo domingo (4 de abril). Cerca de 200 brasileiros embarcarão.

O casal está em um camping na cidade de Cartagena e ainda enfrenta dificuldades com a logística. O problema do carro eles já resolveram, podem deixar na Guarda Militar do país e voltar depois para pegar.

Agora a preocupação é outra, o casal ainda não sabe se o Governo vai liberar um voo de Cartagena a Bogotá ou se terá que ir de carro e deixar na cidade onde pegarão o voo para o Brasil.

“Se este voo não sair de Cartagena teremos que andar mais de mil quilômetros, cerca de 20 horas de viagem até chegar a Bogotá. E as estradas aqui são muito ruins e não tem como andar em um velocidade constante e dobra o tempo”, diz Franciele.

Chegando no aeroporto eles ainda poderão lidar com outra situação que pode jogar por água abaixo os planos de voltar ao Brasil. Franciele e Eduardo têm uma cachorrinha de estimação, a Laila. Eles fizeram toda documentação para ela voltar no voo com eles, mas ainda não sabem se a empresa aérea vai aceitar animais.

“Há muitos brasileiros nesta mesma situação. Se isso acontecer não voltaremos porque não cogitamos a possibilidade de deixar ela para trás. Mas estamos confiantes que vai dar tudo certo “.

A viagem
Franciele e Eduardo iniciaram em agosto do ano passado uma viagem pelo mundo à bordo de um motorhome todo equipado para servir como suas casas. O roteiro começou pela América Latina e o casal seguiria depois para América do Norte.

Desde que saíram do Brasil já passaram por Chile, Argentina, Bolívia, Peru, Equador até chegarem na Colômbia em 29 de fevereiro. Os planos eram no fim de março para Venezuela e voltar para o Brasil, onde finalizariam o continente sul-americano.

“Se tudo se normalizar, em junho voltaremos para pegar nosso carro. Ainda não tem como saber como as coisas serão, mas estamos preparados até para abortar o projeto momentaneamente”.