Wagner da Silva
Braço do Norte

A semana iniciou conturbada para a diretoria da Associação Apoio à Criança e ao Adolescente (Asacad), a Casa Lar, de Braço do Norte, mas o resultado não poderia ser melhor: após negociações durante a manhã de ontem, parte das crianças atendidas pela na instituição retornou às atividades.
Em função da lei eleitoral, a Casa Lar teve que ficar fechada. A abertura ocorreria junto com o início do ano letivo em Braço do Norte. Porém, por conta do pleito, o prefeito interino Ronaldo Fornazza (DEM) não pôde assinar a contratação dos profissionais que monitaram todas as atividades das crianças assistidas. Inúmeras manifestações de pais e da comunidade foram realizadas para que uma solução fosse encontrada.

Após encontro entre a promotoria pública, a juíza eleitoral, Lara Maria Souza da Rosa Zanotelli, a presidenta da entidade, Maria Georgina Fernandes Garcia, e o prefeito interino, decidiu-se pela reabertura da instituição. Conforme o entendimento da juíza, não havia impedimento para contratação dos profissionais da rede pública. “O menor deve ser prioridade sempre. Cumprimos o estatuto, mas precisávamos da autorização para contratação, pois dependemos destes profissionais”, argumenta Maria Georgina, em tom de comemoração.

A coordenadora da entidade, Marli Sombrio de Oliveira, ressalta que um projeto de convênio para 12 anos, onde fica prevista a renovação automática do contrato dos profissionais entre o município e a entidade, será discutido pela câmara de vereadores. “As crianças precisam do atendimento”, destaca Marli, ao lembrar que os dias que a Casa Lar ficou fechada, houve inúmeras ligações de pais, que não compreendiam o motivo. “Ficar sem atividade é ruim, mas saber que a população respeita e reconhece a importância da entidade é gratificante”, orgulha-se a coordenadora.

Empolgados, os alunos
comemoram o retorno

Ainda ontem, as crianças assistidas voltaram às atividades na Casa Lar. A alegria da reabertura pôde ser sentida com a manifestação do aluno José Luis Jesus Marcílio, 9 anos. “Só estava em casa, sem fazer nada, ajudando a mãe nas tarefas domésticas. Sentia falta de tudo. Agora, posso matar a saudade das atividades, das professoras, dos amigos e das brincadeiras”, reconhece o pequeno.