Capivari de Baixo

Procurado pela Polícia Civil desde a manhã da última sexta-feira, a defesa do parlamentar e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Capivari de Baixo, Jean Corrêa Rodrigues (PSDB) afirma que o legislador não está foragido da Justiça. Segundo o advogado João Batista Fagundes, Jean comparecerá na delegacia de polícia do município. “Ele se entregará de forma voluntária e prestará depoimento ao delegado. Na sexta-feira, o meu cliente não estava em casa”, conta o advogado.

Além de Jean, o vereador Edison Cardoso Duarte, o Edison da Autoelétrica (MDB), também teve mandado de prisão expedido pela Justiça. O mdebista está preso no presídio masculino de Tubarão.
Os dois vereadores tiveram os pedidos de prisão expedidos por coagirem testemunhas arroladas na Operação Casa da Mãe Joana, que investiga casos de corrupção na cidade termelétrica no poder Legislativo entre 2013 a 2016. Em dezembro de 2016, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e o Ministério Público do município realizaram sete mandados de prisão temporária. Entre os envolvidos estavam sete legisladores. Um deles não foi preso porque colaborou com as investigações.

Conforme João Batista, a ordem de prisão de seu cliente foi uma surpresa. “Estou trabalhando o dia todo em um  habeas corpus extenso (cerca de 20 páginas). Amanhã (hoje) faço o protocolo. Acredito que até o final do dia o Tribunal de Justiça terá alguma decisão quanto ao pedido liminar para revogar a prisão. O pedido de prisão feito pelo Ministério Público é totalmente injusto”, afirma o advogado de defesa.

O mandado de prisão preventiva foi requerido pelo Ministério Público (MP), que fundamentou o pedido como forma de garantir a integridade física das testemunhas, bem como a garantia da instrução processual. A prisão preventiva é cumprida por tempo indeterminado e foi determinada pela comarca do município. De acordo com o delegado de Polícia Civil da cidade termelétrica,  Vandilson Moreira da Silva, os agentes de segurança pública continuam procurando o legislador. “A Polícia Civil segue no encalço do vereador. Estamos nos movimentando no intuito de prendê-lo preventivamente”, destaca.

Procurado pelo Notisul, o atual presidente da casa legislativa de Capivari de Baixo, Adam Machado, conta que ainda não foi notificado. “Não recebemos nenhuma notificação. Assim que for notificado vamos lançar uma nota informando as medidas necessárias”, resume