Brasília

O governo vai alterar as regras para o uso de cartões corporativos e vai ainda extinguir as contas de suprimentos de fundos. O anúncio foi feito pelos ministros do planejamento, orçamento e gestão, Paulo Bernardo, e da controladoria-geral da união, Jorge Hage. As mudanças serão publicadas hoje em um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as medidas está a proibição de saques em dinheiro para pagamento de despesas cobertas pelo cartão, com exceção de despesas sigilosas ou de órgãos que têm peculiaridades, como os da presidência e vice-presidência, dos ministérios da saúde e da fazenda, além de repartições do ministério das relações exteriores fora do país.

Outra medida é restringir a 30% a execução das contas de tipo B com saques em espécie por ministros, com a exigência de justificativa. De acordo com os ministros, serão extintas em 60 dias.

O governo federal gastou mais de R$ 75 milhões em despesas de cartões corporativos em 2007. Os cartões foram criados para os portadores comprarem equipamentos e material para uso de todos os órgãos da administração pública e para cobrir despesas de viagens.

No ano passado, o maior gasto, R$ 34,44 milhões, foi do ministério do planejamento, seguido pela presidência da República, R$ 16,07 milhões, e o ministério da educação, R$ 5,02 milhões. Quase 100% dos gastos do ministério do planejamento foram ao IBGE.