Brasília (DF)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos rejeitou, por 14 voto a sete, a convocação da ministra-chefe da casa civil, Dilma Rousseff. No embate entre governo e oposição, o requerimento acabou derrotado, porque a base governista é maioria na CPI.

Ontem, o líder do governo na câmara dos deputados, Henrique Fontana (PT-RS), disse que a base governista era contra a convocação da ministra. De acordo com o deputado, a presença de Dilma Rousseff seria uma “tentativa de politizar” a CPMI.

“O governo tem uma posição e vai sustentá-la. Entendemos que convocar a ministra-chefe da casa civil é uma tentativa de politizar essa comissão, de fazer luta política desqualificada. Significaria colocá-la sob suspeição inadequadamente”, alegou o deputado.

O líder do Democratas (D25) no senado, José Agripino Maia (RN), fez um apelo aos parlamentares da CPMI para que votem o requerimento que pede cópia de relatório feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre gastos com cartões corporativos desde 2002.

De acordo com o senador, é a partir desse relatório que a CPI poderá aprofundar as investigações. “O relatório do TCU é a Bíblia a ser seguida”, justifica.
A presidenta da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), informou que na próxima terça-feira ocorrerá o depoimento do chefe do gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix. O depoimento dele estava marcado para terça e foi cancelado porque o general está de férias.