O passivo ambiental de responsabilidade do governo do Estado, por meio do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC), então Fatma há época que liberou a licença para que uma empresa pudesse despejar rejeitos de óleo e outros produtos tóxicos em uma bacia que hoje comporta milhões de litros de material altamente poluente, segue sem solução e, a cada dia, coloca em risco a saúde e vida de moradores do seu entorno, na região da comunidade da Ilhotinha, em Capivari de Baixo.

A prefeitura realiza relatórios quinzenais e monitora o local com frequência, justamente para que um problema ainda maior não venha a ocorrer, pelo menos até que o Judiciário decline de forma definitiva sobre uma solução. Estudos ambientais nos últimos anos apontam que o lençol freático nas proximidades da bacia de óleo esteja contaminado. Assim, se alguém ainda utiliza, por exemplo, poços artesianos nas redondezas, pode estar ingerindo água com resíduos desta poluição a céu aberto há mais de 30 anos.

Enquanto isso, as forças de segurança e profissionais do setor ambiental avaliam a criação, inclusive, de um Plano de Resposta Imediata, caso haja um eventual rompimento do talude que segura a bacia atualmente, ou até mesmo para apontar ações de como lidar com um risco iminente de um incêndio de grandes proporções, ou, ainda, o que fazer com a emissão de gases nocivos.

Vistoria e alerta!

Na tarde desta quarta-feira (6), integrantes da Defesa Civil de Capivari de Baixo, do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) de Tubarão, do Corpo de Bombeiros Militares e da Guarda Municipal realizaram uma vistoria na bacia de óleo e redondezas, inclusive com a utilização de um drone, que ajudará a dar uma dimensão mais precisa dos problemas ecológicos provocados no entorno. Também estavam presentes o vereador Eraldo dos Santos, o diretor de Meio Ambiente da Prefeitura, Deiviti Martins e a analista ambiental do município, Renata Porto Morais.

A Sul Química, uma empresa de derivados de petróleo que fechou as portas em Capivari, deixou a cidade sem delinear uma solução para os oito milhões de litros de óleo deixados para trás. Conforme estudo feito em 2014, seriam necessários cerca de R$ 9 milhões para a retirada de todos os rejeitos e a recuperação da área. Hoje, este cálculo pode facilmente ultrapassar os R$ 15 milhões.

Várias ações de contenção de vazamentos foram efetivadas nas últimas duas décadas, mas somente como atividade paliativa. Em época de chuva forte ou torrencial, o local transborda e o líquido escorre, causando mau cheiro e sujeira, além de aumentar a possibilidade de contaminação.

“É lamentável que devido ao descarte incorreto de produtos químicos, a fauna e flora estão ameaçadas no local, causando estragos irreparáveis, comprometendo o ecossistema e a saúde humana, sendo que a inalação dos vapores derivados do petróleo podem causar prejuízo à população que reside na região. Estamos diante de um grave problema! É imprescindível o trabalho coletivo e a união de forças”, envolve Eraldo.

Entre em nosso canal do Telegram e receba informações diárias, inclusive aos finais de semana. Acesse o link e fique por dentro: https://t.me/portalnotisul