Amanda Menger
Tubarão

Se o projeto de convênio entre a prefeitura de Tubarão e o Movimenta-cão ‘evoluiu’ – uma vez que a procuradoria-geral do município elabora uma proposta de ajuda financeira – não se pode dizer o mesmo da construção do canil.

Há 15 dias, foi realizada uma reunião onde foi apresentado um esboço do projeto arquitetônico, porém, a planta foi dimensionada para uma área maior do que a existente. “Desde então, estamos esperando a realização de um levantamento topográfico para que possamos fazer os contatos com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com a Fatma sobre o sambaqui existente em uma parte do terreno, mas não recebemos resposta da prefeitura”, afirma o presidente do Movimenta-cão, Francisco Beltrame.

O chefe de gabinete do prefeito Dr. Manoel Bertoncini (PSDB), Evaldo Tonelli, responsável pelo projeto, diz que as discussões técnicas estão com a secretaria de planejamento da prefeitura. O titular da pasta, Edvan Nunes, por sua vez, repasse o ‘problema’ à arqueóloga da Unisul Deisi Scunderlick Eloy de Farias. “Para cercarmos a área do sambaqui, temos que saber onde ele está. A arqueóloga ficou de entregar esta documentação”, rebate Edvan.

Deisi diz que já entregou cópias de um levantamento feito pelo Grupo de Pesquisas em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep) ao secretário adjunto de planejamento da prefeitura, Carlos Ghislandi, para Luciana Nogueira Lavina, do departamento de meio ambiente, e para a secretária de cultura, esporte e turismo da prefeitura, Débora Carla Melo. “Já entreguei três cópias, mas, se o problema é este, eu entrego mais uma ao secretário de planejamento, é só imprimir e encadernar o estudo. Entrego em mãos, segunda-feira”, alfineta Deisi.

A arquéologa diz que o que falta é uma planta do terreno. “Com base na planta do terreno, nós poderemos apontar onde está a área do sambaqui. Já sugeri que eles façam o canil em módulos, uma vez que o terreno tem cerca de dez hectares, mas parte dele é dedicado ao cemitério Horto dos Ipês. Disseram que assim não daria, e que a área onde é o sambaqui é a melhor para a construção”, observa Deisi.