A dermatologista Mariane Corrêa Fissmer é uma das profissionais que atua na área contra o câncer de pele  - Foto:Marília Köenig/Pró-Vida/Divulgação/Notisul
A dermatologista Mariane Corrêa Fissmer é uma das profissionais que atua na área contra o câncer de pele - Foto:Marília Köenig/Pró-Vida/Divulgação/Notisul

Tubarão

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a campanha Dezembro Laranja, com o objetivo de alertar a população para a prevenção ao câncer da pele. O dano gerado pelo sol (ou fotodano) é a principal causa do envelhecimento precoce. A exposição excessiva pode, ainda, causar sardas, melasma (manchas na pele), queimaduras e evoluir para a mais perigosa consequência: o câncer da pele. Para o biênio 2016-2017, o Instituto Nacional do Câncer (InCa) prevê quase 176 mil novos casos de câncer da pele não melanoma, atualmente o mais prevalente no país. 

Na última semana, as dermatologistas da Pró-Vida e professoras do curso de Medicina da Unisul, Mariane Corrêa Fissmer (coordenadora da ação Dezembro Laranja em Tubarão), Míriam Carolina Popoaski e Cinthia Mendes participaram do Dia C contra o câncer da pele (ação voluntária promovida em todo o Brasil pela SBD desde 1999). Durante todo o sábado (26 de novembro último), no Ambulatório de Especialidades Médicas da universidade (AMEI), a comunidade foi atendida gratuitamente para esclarecer dúvidas sobre o câncer de pele. “Nesse dia, realizamos 86 atendimentos, nos quais 18 pessoas apresentaram suspeita de câncer da pele não-melanoma e duas de melanoma”, destaca a médica Mariane. 

Como a incidência dos raios solares ultravioleta está cada vez mais agressiva, pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se proteger quando expostas ao sol. “Os grupos de maior risco são os dos fototipos I e II, que têm a pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem histórico familiar de câncer de pele, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas. Também deve ser evitada a exposição solar entre as 10 e as 16 horas”, destaca o também dermatologista da Pró-Vida, Luís Gustavo de Ávila. Em SC, a prevalência do câncer da pele não-melanoma é de 210 para cada 100 mil homens e 99 para cada 100 mulheres.

Como identificar o câncer da pele? 
A chamada ‘regra do ABCDE’ ajuda na suspeita de uma lesão maligna, indicando que o indivíduo deve procurar o dermatologista associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia imediatamente. 

A = lesão assimétrica
B = bordas irregulares
C = alteração de cor
D = diâmetro maior que 6 milímetros
E = evolução ou modificação da lesão
 
Outra forma de avaliar o risco para a doença é por meio da “Calculadora de Risco para Câncer da Pele”, também disponível no site http://www.controleosol.com.br/calculadora 
Controle o sol – A SBD mantém o hotsite www.controleosol.com.br, que faz parte do #dezembrolaranja e conta com informações sobre a campanha, formas de adesão, calculadora de risco de câncer da pele, dicas de medidas fotoprotetoras. O jornalista da Bandeirantes Ricardo Boechat é o embaixador do Dezembro Laranja, este ano.