Na reunião de líderes, os governistas toparam que o Projeto de Lei de armas de Jair Bolsonaro seja passado para a próxima semana. Isso porquê os parlamentares estão preocupados em acompanhar a votação do projeto de reestruturação de carreira dos militares, também conhecido como Previdência dos militares.

A estratégia da oposição e do centro, conforme o Correio adiantou, permanece a mesma. Propor uma emenda substitutiva global para retirar tudo o que diz respeito a posse e porte de armas do texto. Agora, terão mais tempo para discutir, também, restrições para garantir que a permissão para caçadores e colecionadores não vire desculpa para interessados adquirirem armas.

De acordo com o líder da oposição, Alessandro Molon, (PSB-RJ), a ideia de ganhar tempo foi da própria oposição. “A oposição propôs que não fosse votado hoje o PL de armas, e o governo concordou com essa avaliação. Prefere votar a proposta de previdência dos militares. Portanto, hoje, só o debate sobre o acordo de salvaguarda de Alcântara”, explicou.

“Apresentamos uma proposta aos partidos do centro de restringir o acesso de armas a colecionadores, atiradores e colecionadores, e tornar a regra mais restritiva, para evitar que alguém se aproveite da denominação para conseguir o porte. Isso também é maioria na casa e deve passar na semana que vem”, afirmou. 

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados