Amanda Menger
Tubarão

A retratação encaminhada pela mesa diretora do legislativo de Tubarão ao vereador Deka May (PP – foto abaixo) na sessão de segunda-feira, ainda ‘rende’ nos bastidores. O requerimento pede que ele explique as declarações dadas em uma entrevista.

“Deka fez insinuações graves sobre possíveis esquemas. Não se pode falar assim, tem que ter provas, tem que apontar os nomes”, afirma o vice-presidente Maurício da Silva (PMDB – foto da direita).
Para Deka, não houve ofensa. “Não citei ninguém porque falei de forma genérica, sobre situações diversas. Tenho convicção de que não injuriei ninguém. Recebi menções de solidariedade dos vereadores Haroldo Silva (PSDB), o Dura, Dionísio Bressan Lemos (PP), Edson Firmino (PDT), do deputado Joares Ponticelli (PP) e também do prefeito Manoel Bertoncini (PSDB)”, garante Deka.

Pelo requerimento, Deka tem 15 dias para se manifestar. “Ainda não sei se recorrerei, se é que isso é possível”, diz Deka. Caso não se manifeste, Deka poderá ser processado por quebra de decoro parlamentar. A sanção máxima poderá ser a perda do mandato.

Brigas internas
Com o pedido de retratação, Deka sugeriu que há pessoas dentro do seu próprio partido, o PP, atuando para cassar o seu mandato e abrir vaga para um suplente. O presidente do diretório municipal e vice-prefeito, Felippe Luiz Collaço, o Pepê diz que o caso poderá ser discutido em reuniões do partido. “Desde que Deka faça a denúncia formal. Se ele tiver provas, o Conselho de Ética poderá avaliar a questão”, afirma Pepê. Deka, contudo, diz que não irá formalizar a denúncia. “Isso agora é irrelevante. Não sou movido por ódio”, dispara o vereador.